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Polícia

Mãe de Paula Portes e advogados que atuaram no caso são ameaçados por supostos membros de facção criminosa em Soledade

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A polícia civil confirmou a informação de que um boletim de ocorrência foi registrado relatando que advogados estariam sofrendo ameaças depois de ter atuado no caso Paula Portes em Soledade.

Segundo a delegada Fabiane Bittencourt, a polícia civil tem conhecimento das ameaças e um boletim de ocorrência teria sido realizado por um dos advogados em Passo Fundo.

Segundo a advogada Salete Canello que atuou representando os interesses de Marizete Perin, mãe de Paula Portes, as ameaças chegam através de mensagens e ligações telefônicas. Há inclusive a informação de que algumas pessoas estariam sendo monitoradas pelos criminosos. Marizete Perin teria recebido mensagens de membros da facção a qual os envolvidos no crime estariam vinculados ameaçando e falando sobre um suposto acerto.

O advogado Alisson Doneda, que representa os interesses de Paulo Portes no caso, contou que no dia posterior ao encontro do corpo de Paula recebeu uma ligação de número privado onde o interlocutor dizia: “Você entrou no caso errado, não deveria ter se metido nesse caso, sei quem é você, se cuida quando vir pra Soledade, teu lugar é em Passo Fundo”.  Segundo Doneda, este ato de ameaça foi único e isolado. “Não recebi nenhum tipo de ameaça posterior, bem com o não havia sofrido nenhuma ameaça anterior. Até o momento Paulo, meu cliente não referiu ter sofrido qualquer tipo de ameaça. No meu caso, por ser um ato isolado, não descarto a possibilidade de ser uma brincadeira de mal gosto, mas de qualquer forma tomei diversas precauções e realizei o respectivo registro na DPPA de Passo Fundo”, explicou.

Fabiane Bittencourt disse que as ameaças têm cunho intimidatório porque a investigação evoluiu muito. “As partes envolvidas, sem saber o que fazer com esta situação, passaram a intimidar as pessoas que auxiliaram nesse processo de descoberta da verdade”, explicou a delegada.

Segundo Fabiane, a instrução do procedimento que investiga as ameaças deverá ser feito pela polícia de Passo Fundo onde o registro de ocorrência foi registrado. “Possivelmente será representado pela quebra do sigilo telefônico para identificar quem efetivou a ligação e também será juntado aos autos da investigação”.

Sobre as medidas que deverão ser adotadas diante das ameaças sofridas, a delegada disse que a polícia está alerta a qualquer situação, “Tudo o que for necessário será realizado se for identificado efetivo risco a esses profissionais e a família da Paula” concluiu a Fabiane Bittencourt.