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Geral

Maconha: para psiquiatra, legalização atenderia só a interesses comerciais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A discussão sobre a legalização da maconha não é recente e divide opiniões. No Brasil, é a terceira droga mais usada, perdendo apenas para o álcool e o cigarro (nicotina). Estimativas apontam que sejam 3 milhões de usuários de maconha no País.

 

No programa Emoção e Afeto, Comportamento, da última terça-feira (10), o psiquiatra Erico Hecktheuer, abordou alguns dos assuntos tratados no 33º Congresso Nacional de Psiquiatria e ressaltou o debate sobre a legalização das drogas. Segundo Hecktheuer, muitos defendem a legalização como se ela representasse um avanço, o que não é verdadeiro. Países europeus que permitem o uso da maconha estão revendo esse conceito.

 

O psiquiatra citou o exemplo da Holanda que aceita o uso da droga, mas alterou os dispositivos legais restringindo o consumo aos residentes no País, com horário e local para comercialização da maconha, além da proibição do uso por menores. Ele lembrou que o Uruguai, País vizinho do Brasil, aprovou recentemente a legislação que permite a cada cidadão o plantio de seis pés de maconha e adquirir 30g da droga por mês.

 

No entanto, as farmácias se recusaram a vender a droga como previa a proposta inicial e 70% da população foi contra a iniciativa. Para o psiquiatra, a legalização só permite a experimentação e por consequência o aumento do consumo. Ele reforça que os exemplos internacionais provam que a legalização da droga não acaba com o tráfico, faz mal a saúde e se há a possibilidade de tornar a maconha legal é por interesses comerciais, uma vez que abriria um mercado de 320 bilhões de dólares. No Brasil 75% da população é contra a legalização da maconha.