Luto no esporte: morre Diego Maradona aos 60 anos
Considerado por muitos como o maior jogador da história do futebol argentino e um dos melhores do esporte, Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira (25) aos 60 anos.
Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino “Clarín”.
O ex-jogador sofreu uma delicada cirurgia no cérebro no começo do mês e recebeu alta oito dias depois.
O campeão mundial na Copa de 1986 passou por uma cirurgia para drenar uma pequena hemorragia no cérebro.
O médico Leopoldo Luque afirmou na ocasião que a cirurgia era considerada simples, mas havia preocupação pela condição de saúde do ex-jogador.
Luto de três dias
Campeão mundial na Copa de 1986, quando ficou eternizado pelos dois gols que marcou contra a seleção da Inglaterra nas quartas de final, Maradona era reverenciado e tratado como Deus na Argentina.
Muitas vezes me dizem: ‘Você é Deus’. E eu respondo: ‘Vocês estão equivocados’. Deus é Deus, e eu sou simplesmente um jogador de futebol”, afirmou o craque argentino em 1991.
Seu gol de mão contra a Inglaterra ficou mundialmente conhecido pela “mão de Deus”. O outro tento, em que Maradona driblou metade do time (inclusive o goleiro), foi eleito pela Fifa em 2002 como o mais bonito da história das Copas do Mundo.
Por tudo isso, o governo da Argentina declarou luto oficial de três dias após a morte de Maradona.
Polêmicas
Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires, e era técnico do Gimnasia y Esgrima, um pequeno time argentino.
Ele cresceu em Villa Fiorito, um bairro muito pobre da periferia de Buenos Aires e começou a sua carreira no Argentinos Juniors, clube em que foi revelado com apenas 15 anos.
“El Pibe” também passou pelo Argentinos Juniors, Boca Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilla e retornou à Argentina para uma breve passagem pelo Newell’s Old Boys.
Além da Copa de 1986, Don Dieguito também jogou as Copas de 1982, 1990 e 1994.
Maradona conviveu durante toda a sua vida com o vício das drogas, que lhe rendeu duas suspensões quando era jogador.
Em 17 de março de 1991, seu vício em cocaína custou-lhe a primeira suspensão, de 15 meses.
Depois da Copa do Mundo de 1994 e da sua segunda suspensão, vestiu mais uma vez a camisa do Boca, onde deixou os gramados em 25 de outubro de 1997, cinco dias antes de seu 37º aniversário.
Eu era, sou e serei um viciado em drogas”, afirmou Maradona em 1996 em entrevista à revista “Gente”.
Em uma despedida memorável em 2001, no estádio La Bombonera lotado, Maradona falou sobre seus vícios:
Errei e paguei, mas o que fiz em campo não se apagou”.
Um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, ao lado de Pelé, o craque argentino disputou 676 jogos e marcou 345 gols em 21 anos de carreira na seleção argentina e em clubes.

Ele deixa três filhas (Dalma, Gianinna, Jana) e dois filhos (Diego e Diego Fernando).