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Segurança

Lideranças de Carazinho afirmam que ofereceram áreas alternativas para construção do Presídio Feminino

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Lideranças de Carazinho afirmam que ofereceram áreas alternativas para construção do Presídio Feminino

Nesta semana a Uirapuru noticiou a assinatura do contrato de construção do presídio feminino de Passo Fundo.  As obras devem iniciar em 2022, após uma espera de 17 anos e muitos entraves.  A casa prisional terá capacidade para 300 apenadas, sendo que estará localizada em um terreno pertencente a Passo Fundo, ás margens da BR285, mas próximo de Carazinho.  Em 2010, a obra iniciou, mas paralisou em 2012.  Por várias ocasiões, o Estado quase perdeu o recurso para a obra, por não apresentar o projeto, que sofreu adaptações ao longo dos anos .  O projeto foi de Penitenciária Estadual para Cadeia Pública Feminina. No último dia 20 de dezembro o deputado Estadual Mateus Wesp informou ao vivo na Uirapuru, sobre a assinatura do contrato de construção com investimento total de R$ 18 milhões no total.

 

 

Por algumas ocasiões a construção do presídio, ás margens da BR 285, foi motivo de protestos por lideranças de Carazinho.  O motivo era o possível danos ambiental, já que a obra está próxima do Rio da Várzea.  Questionado sobre este impacto, Wesp informou nesta semana que a FEPAM, órgão ligado ao Estado, emitiu mais de um laudo atestando não haver impacto ambiental na construção.  Antes disso o Estado havia dado um prazo de 20 dias para que Carazinho apresentasse uma área alternativa à construção prevista.  A Uirapuru foi procurada ontem (22) pela administração de Carazinho para explicar sobre as áreas alternativas que o município ofereceu, dentro do prazo de 20 dias.

 

 

Em entrevista na Uirapuru, o Diretor de Indústria e Comércio de Carazinho, João Batista Andrade, explicou que a comunidade e a administração de Carazinho nunca foi contra a construção.  Trata-se apenas de uma preocupação ambiental com o local onde a obra será feita.  Diante disso as lideranças iniciaram um trabalho para trazer alternativa ao local.  Em 189 de outubro houve uma reunião entre o Governador, prefeito de Carazinho e lideranças, onde o Estado deu um prazo de 20 dias para Carazinho apresentar alternativas.  Disse que nove dias depois disso ele mesmo enviou um e-mail ao Estado, solicitando informações sobre a data em que poderiam apresentar presencialmente seis áreas alternativas na cidade.  João Batista disse que recebeu a resposta que o representante do Estado estaria viajando para outro país e teria um retorno do caso após sua volta.

 

 

Posterior a isso, Carazinho recebeu um ofício solicitando documentos atualizados das áreas dadas como alternativas, o que foi cumprido, disse João Batista. A última resposta que o Estado deu foi sobre o recebimento da documentação e a informação de uma decisão para em breve.  O Diretor de Indústria e Comércio de Carazinho, João Batista Andrade, disse que, mesmo após toda essa movimentação das lideranças, eles ficaram sabendo pela Uirapuru sobre a assinatura da ordem de serviço e a negativa dos terrenos dados como opções. Uma reunião entre as lideranças de Carazinho ocorreu ainda ontem para analisar o que será feito a partir de agora.