Leite e café registram aumento de 10% no valor devido à seca e às queimadas nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil
O período de seca e queimadas, que vem afetando principalmente as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil nos últimos meses, já traz impactos significativos para o agronegócio nacional. A expectativa é que a situação possa piorar nas próximas semanas. Plantações de cana-de-açúcar em São Paulo e de café em Minas Gerais foram amplamente afetadas pela seca e pelos focos de incêndio.
Cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar já foram queimados, e o prejuízo é estimado em cerca de R$ 800 milhões, segundo a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). Outra produção impactada pela seca é a de carne. Com o pasto seco, os pecuaristas precisam complementar a alimentação do gado com mais ração, o que aumenta os custos.
Com a diminuição das produções, os preços dos alimentos nas prateleiras dos supermercados já registram aumentos em Passo Fundo. É o que destaca o presidente do SINCOGENEROS, Celso Marcolan, em entrevista à Rádio Uirapuru. De acordo com ele, produtos como leite e café já registraram um aumento de cerca de 10% em seus valores. Outros itens, como açúcar, carnes e hortaliças, também devem sofrer aumentos nos próximos dias.
Segundo Marcolan, o preço do leite tem sofrido alterações porque parte da produção do Rio Grande do Sul está sendo destinada a outros estados do país. Ele explicou que os preços nas prateleiras dos supermercados dependem da variação entre oferta e demanda. Quando há muito produto disponível, os valores baixam; quando há escassez, como estamos enfrentando agora, os preços tendem a subir.
Apesar disso, produtos como alface e tomate registraram queda de preço nos últimos meses. Além disso, Marcolan destacou que muitos comerciantes estão tentando segurar os aumentos, evitando repassar todo o custo ao consumidor final.