Lei que pune com mais rigor infrações no trânsito é positiva, mas precisa de fiscalização, afirmam ouvintes
Neste sábado o Sem Segredo colocou em pauta as alterações no Código Nacional de Trânsito que começaram a valer no início do mês. A partir das mudanças algumas infrações estão sendo punidas com mais rigor. Em certos casos, a punição é dez vezes maior e a pena de prisão também aumentou.
Quem faz ultrapassagem em local proibido agora, tem que desembolsar R$ 957,70. Se for uma ultrapassagem forçada, a multa vai ser dez vezes maior: de R$ 191,54 para R$ 1.915,40. A multa para quem faz ultrapassagem pelo acostamento também ficou mais pesada. Um aumento de 650%. A nova lei também pune com mais rigor motoristas que disputam rachas. A multa aumentou mais de 200%, de R$ 574,62 para R$ 1.915,40, e o motorista ainda pode ir para cadeia. Se deixar feridos, a pena vai de seis meses a três anos. Se provocar a morte, de cinco a dez anos.
Em caso de reincidência, o valor da multa dobra e o motorista pode ficar até doze meses sem dirigir. Mas será que essas alterações, realmente, irão cumprir seus objetivos: diminuir o número de acidentes e morte nas estradas?
Esse foi o questionamento feito pelo Sem Segredo, participando no estúdio, o diretor do CFC Planalto, Odone Tadeu dos Santos e a professora e especialista em trânsito, Daniela dos Santos. Para a educadora as questões que precisam ser trabalhadas são, primeiramente, uma mudança de comportamento e na sequência a educação, os pais como motoristas, têm que dar bons exemplos aos filhos.
Já o diretor do CFC, ressaltou que hoje a principal causa de acidentes é a imprudência dos motoristas. Em sua opinião a lei é positiva e mexer no bolso dos condutores é uma solução. Mas como a fiscalização não é efetiva o que tem que ser trabalhado é a conscientização.
Para os ouvintes, em sua maioria, a lei é boa, mas se não houver um aumento no contingente de agentes responsáveis pela fiscalização, acabará não funcionando em sua totalidade. Para eles cobrança na execução da lei é fundamental.
Ouvintes também registraram a péssima condição de algumas rodovias como fator agravante, mas ressaltando que a postura dos motoristas ainda é o maior problema.