Lei de proteção aos dados ainda não pode punir, explica Senador Lasier Martins
Em tempos de internet os dados pessoais nunca foram tão cobiçados por golpistas como nos últimos anos. Com compras online cada vez maiores, é praxe realizar cadastros em sites e também nos bancos para ter no celular todas as facilidades. No entanto, a proteção destes dados têm gerado uma série de debates. Em meio a isso, a Lei Geral de Proteção de Dados(LGPD) entrou em vigor na última sexta-feira (18) . Trata-se de um marco legal que regulamenta o uso, a proteção e a transferência de dados pessoais no Brasil.
Em entrevista na Uirapuru o Senador Lasier Martins (PODEMOS) lembrou que essa é uma lei muito polêmica desde que surgiu em 2018, porque trata da privacidade do povo. Explicou que a lei defende a responsabilidade e compartilhamento dos dados pessoais. O governo queria prazo até maio de 2021 para regulamentar as penalizações para quem infringir a lei, já que essa lei determina as regras para quem usa estes dados, como por exemplo no comércio, governo e órgãos públicos. Neste momento falta definir as penalidades a quem não respeita essa privacidade. De um lado o governo federal pediu prazo até maio, mas o congresso rejeitou o pedido. O presidente Bolsonaro sancionou a lei, mas sem as regras de responsabilidades. Sendo assim quem usar os dados indevidos não poderá ser punido.
Agora o governo deve acelerar a criação do conselho para determinar as penalidades. Este conselho ainda não foi instalado devido à pandemia e isso será feito às pressas. Lasier explicou que é uma situação curiosa, pois a lei está valendo, mas não se tem como punir ainda. O senador Lasier disse ainda que não há como trabalhar com um prazo, mas já deve estar sendo traçado o plano para a composição do conselho que regrará as penas.