Leão-baio é visto às margens da Transbrasiliana em Passo Fundo e reforça alerta sobre preservação da fauna
Na manhã da última quarta-feira (30), um leão baio foi avistado às margens da BR-153 (Transbrasiliana), a cerca de 10 quilômetros de Passo Fundo. As imagens foram registradas por um funcionário de uma lavoura localizada na região.
Conforme informações apuradas pela reportagem da Rádio Uirapuru, o animal estava em uma propriedade pertencente ao ex-prefeito de Passo Fundo, Osvaldo Gomes, que relatou já ter avistado o felino diversas vezes na localidade. O animal aparentava estar saudável e não demonstrou comportamento agressivo.
De acordo com Osvaldo, além desse exemplar, já foram vistos também alguns filhotes, o que leva a crer que há uma família de leões baios na região. Ele explica que, sempre que há movimentação dos animais, entra em contato com o Batalhão Ambiental da Brigada Militar para que seja feito o monitoramento e, se necessário, a remoção dos felinos — ação que já foi realizada em outras ocasiões.
Uma das preocupações do produtor rural é com a presença de caçadores, que podem atirar nos animais e causar um desequilíbrio no ecossistema. Por isso, ele faz um apelo para que a população não atire nesses animais e, ao avistá-los, entre imediatamente em contato com os órgãos responsáveis.
Durante entrevista à Rádio Uirapuru, o professor de Medicina Veterinária da UPF, Luiz Pedrotti, explicou como as pessoas devem agir ao se deparar com um animal deste porte. Segundo ele, é comum que as pessoas tentem se aproximar ou tirar fotos, mas a orientação é manter distância e acionar o Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Mesmo que o felino não seja agressivo e, na maioria das vezes, não ataque humanos, nunca se pode prever com certeza sua reação.
Um dos principais motivos para a presença desses animais em áreas mais próximas do meio urbano é a perda de seu habitat natural. Diferentemente dos humanos, os felinos não reconhecem fronteiras e acabam se aproximando de lavouras. Luiz ressalta que esses animais costumam ocupar áreas de mata entre 40 e 60 quilômetros de extensão.
O especialista reforça o pedido para que os animais não sejam mortos ao serem avistados. Ele recomenda que a população busque ajuda dos órgãos competentes para garantir a segurança de todos e a preservação da espécie.