La Niña preocupa Estado e motiva órgãos a traçar plano para minimizar impacto, se necessário
A meteorologia já confirmou que o Rio Grande do Sul terá efeitos do La Niña para os próximos meses. O fenômeno traz chuvas mais intensas no norte, enquanto no sul reduz os volumes. Ainda que seja cedo para prever a intensidade que o La Niña terá, órgãos já estão se movendo em precaução.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Estado reuniu a equipe técnica da Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e os coordenadores regionais nesta semana para avaliar as condições climáticas previstas para os próximos três meses no Rio Grande do Sul.
Em entrevista na Uirapuru, o coordenador da Defesa Civil Regional de Passo Fundo, major Ricardo Mattei Santos, explicou que, embora o La Niña ocorra no oceano, por conta da temperatura naquele local altera-se o clima todo. Como houve um impacto muito forte no final do ano passado, com estiagem no Rio Grande do Sul, há um temor pelo agravamento ainda destes efeitos.
Os órgãos do Estado estão se unindo para uma leitura das previsões para os próximos meses. Estas previsões podem se alterar a medida que vai se chegando mais perto do verão, por exemplo. As ações conjuntas precisam então ser tomadas de forma antecipada. Os dados até o momento sugerem uma maior estiagem para o sul do Brasil.
Mattei explicou que é esse dado que preocupa, pois, com menos chuva, aumenta a falta de água de uma forma geral. Além do impacto hídrico da estiagem, pode haver o impacto econômico direto com a agricultura. Dentro das possibilidades, que podem variar, os órgãos estão vendo estes dados com alerta.
Ele também destacou que há projetos para construção de micro-açudes e poços, onde poderia se minimizar o impacto no abastecimento. No entanto, na agricultura, devido ao relevo da região, não há como fazer irrigação, o que preocupa.
Ouça a entrevista com o coordenador da Defesa Civil Regional de Passo Fundo, major Ricardo Mattei Santos: