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Geral

Justiça bloqueia pagamento de cozinheiras que prestavam serviço para a prefeitura

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Desde a véspera de Natal, cerca de 50 cozinheiras, que trabalhavam para empresa Vasler Comércio e Serviços de Limpeza, de Itaqui, que prestava serviço para Prefeitura, tiveram seus contratos rescindidos, mas não receberam os valores devidos.

A empresa alegou que não teria condições de efetuar o pagamento e que teriam que aguardar o repasse do Executivo, para o mês de dezembro para cumprir o pagamento das verbas rescisórias. Procedimento, que de acordo com o presidente do Sindilimp – Passo Fundo, Jaison da Silva, não é o correto e vai contra a lei, que exige o pagamento assim que o contrato é encerrado. Por isso, segundo informa, o Sindicato decidiu entrar com mandato de segurança pedindo o bloqueio de bens no sentido de garantir o pagamento.

O jurídico da entidade trabalhou de forma ágil e a juíza Flávia Vilande, da terceira Vara do Trabalho, prontamente concedeu entendendo que seria o melhor para as trabalhadoras garantirem o recebimento. Ainda conforme explica o presidente, a opção de ter entrado, o quanto antes com a medida judicial se justifica, já que essa prática, infelizmente, é comum na cidade e se essa atitude não fosse tomada, existia a possibilidade do não pagamento ou de longos processos individuais, como no caso da Nova Era, que ficou devendo aos colaboradores do setor de varrição do município e somente no final de dezembro do ano passado, pagou alguns funcionários.

Foram bloqueados 92 mil reais e ontem, conforme registra Silva, um representante da empresa esteve no Sindicato e disse que, realmente, havia dificuldade de caixa e a empresa precisava receber da Prefeitura, para pagar as cozinheiras. Assim, ficou definido pelo Jurídico da entidade que a empresa apresente planilha de débitos, para que hoje uma petição conjunta, entre as funcionárias e a Vasler, seja encaminhada a justiça, que determinará o quanto será pago para cada trabalhadora.