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Geral

Julgamento do goleiro Bruno: advogado criminalista explica que esquartejamento de Elisa,depois de morta, não interfere na pena

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O Brasil acompanhou durante toda esta quinta-feira (7) o julgamento do Goleiro Bruno, acusado de matar sua amante Elisa Samudio. Bruno que desde o primeiro momento negava participação no crime acabou assumindo que teria conhecimento de que a moça iria ser morta. Durante o júri ele afirmou que no dia 10 de junho de 2010 viu Eliza e o filho serem levados do sítio dele, em Minas Gerais, por Macarrão e o primo, Jorge, mas que só os dois retornaram com a criança. Neste momento ele admitiu que sabia do assassinato de Elisa, não denunciou e foi conivente com o fato.

De acordo com Bruno, Jorge contou que Macarrão chutou as pernas de Eliza quando a entregou para ser morta. O executor deu uma gravata na moça e a estrangulou. O corpo foi esquartejado e os restos mortais jogados para os cães. Procurado pela Uirapuru, o advogado criminalista Roque Letti, experiente em casos deste tipo, explicou que ao assumir e revelar o que houve o acusado elucida o crime e trará benefícios de redução de pena.

Roque Letti acredita que a pena de Bruno, mesmo reduzida, não seja muito diferente da dos autores do assassinato. Questionado sobre o fato de o corpo de Elisa ter sido esquartejado e os restos jogados á cães, Roque Letti afirmou que esta pratica, após a vitima estar morta, não influencia como agravante. Se ela estivesse viva seria uma execução de forma cruel, mas estando morta é apenas ocultação de cadáver.O goleiro Bruno deve pegar no mínimo 22 anos, sendo que deve ficar preso no mínimo 8 anos em regime fechado, para só depois progredir para o semi-aberto.