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Geral

Jogos online são feitos para viciar e levar as pessoas à falência

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Os jogos online, mais conhecidos como jogo do Tigrinho ou da roleta, são a mais nova modalidade do velho conhecido golpe do bilhete. A pessoa que começa a jogar não consegue sair, compromete o seu patrimônio fazendo dívidas impagáveis e se torna um viciado como se fosse um dependente químico. E a armadilha para entrar no jogo com a promessa de ganho fácil está na palma da mão sendo influenciada por pessoas que, estas sim, ganham muito dinheiro. Sem falar nas empresas que administraram estes jogos e que estão fora do Brasil.

O tema foi debatido no sábado pelo programa Sem Segredo. O professor do Mestrado do IFSUl, cientista da computação, Amilton Martins fez uma diferenciação entre os que são as Bets, que também são jogos online, e as roletas como se fossem um cassino. As Bets são regulamentadas no Brasil e são geridas, na sua grande maioria por empresas nacionais. Não deixam de ser um problema para quem é uma pessoa viciada. Já os jogos tipo roleta, não são regulamentados e as empresas são de outros países, onde a as leis brasileira não atingem. Amilton explica que os jogos digitais não regulamentados do tipo roleta, são feitas para viciar as pessoas e para que elas percam muito dinheiro. Segundo ele, existem toda uma estratégia por traz para atrair as pessoas como se fosse um golpe do bilhete.

 

O psiquiatra Rogério Riffel disse que o vício em jogos se assemelha muito com a dependência química. Ele adverte que quando a pessoa desenvolve uma dependência há possibilidade de tratamento, porém não há cura. Ela estará sempre suscetível a voltar, como um alcoólatra que não pode dar o primeiro gole. O processo do vício corrói a estrutura de personalidade das pessoas, que começa a mentir sobre o que faz e o mais grave é que quem está ao redor, pais e família costumam abrir exceções perigosas.

 

Entre janeiro e março de 2025, os brasileiros movimentaram entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês em apostas online. Esse volume acendeu alertas sobre o impacto na renda das famílias e no risco de crédito. O gasto médio do apostador brasileiro é de R$ 164 reais por mês. Para a economista e Diretora da Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios da UPF, Cleide Moretto, o apostador brasileiro é de baixa escolaridade e renda e estão nas camadas mais vulneráveis da sociedade. Segundo ela, o Brasil é o maior país de apostas, que além de estar causando uma tragédia nacional, é um dos caminhos para lavagem de dinheiro.