Janeiro Branco: pandemia testou limites e acionou mecanismos de defesa da saúde mental
O mês de janeiro traz uma série de ações de conscientização para com a saúde mental. O mês foi escolhido para destacar o tema pela simbologia de recomeço associada a janeiro. É neste mês que planos são feitos, rumos são revistos e ações muitas vezes são tomadas. Diante disso os principais órgãos de saúde realizam ações para alertar sobre como um problema que atinge a mente pode se estender e causar situações paralelas.
Este tema foi abordado no último programa Emoção, Afeto e Comportamento, desta semana, na Uirapuru. O programa, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer e também Vinícius Brammer, contou com a participação da professora e psicóloga Helenita Ferrari. A psicóloga fez uma análise de como a pandemia forçou a saúde mental ao extremo.
Lembrou de que, quando o vírus chegou, mudou a rotina em um curto espaço de tempo. Ainda desconhecido e causando mortes, o Coronavírus forçou as pessoas ao isolamento, seja por proteção ou para evitar levar para outros a contaminação. Isso bateu de frente com uma grande necessidade da humanidade: o coletivo, a convivência com os demais. Também, de maneira súbita, criou-se um tempo de incertezas, com perdas financeiras, humanas e desgastes gerais.
Toda essa pressão potencializou as dificuldades que as pessoas já tinham e criaram outras. As pessoas já viviam antes da pandemia com suas vulnerabilidades ou capacidades de resistência às adversidades. Isso foi decisivo para a resposta que a pandemia gerou na saúde mental. A Psicóloga finalizou dizendo que a saúde mental é algo construída e que segue de maneira contínua ao longo de toda a vida. Neste contexto é importante ter suporte, auxílio e até mesmo acompanhamento profissional, se for o caso, para superar momentos difíceis.