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Geral

Ipiranga propõe prazo de cinco anos para contratar operadores no Terminal de Combustíveis de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Desde  que foi interditado no ano passado pelo Ministério do Trabalho, o Terminal de Distribuição de Combustíveis da Ipiranga em Passo Fundo vem enfrentando em um impasse entre motoristas dos caminhões que transportam o combustível e a Distribuidora Ipiranga.

 

A interdição foi ocasionada por motivos de segurança e durou pouco tempo. Na época o Ministério do Trabalho considerou  risco grave e iminente a saúde dos motoristas, que são os responsáveis por carregar e descarregar os combustíveis dos caminhões.

 

O Sindiliquida-RS, que representa os trabalhadores, desde então vem reivindicando que a companhia contrate funcionários especializados para realizar esse tipo de serviço. Mobilizações e inclusive uma greve já foi realizada. O sindicato propôs ações judiciais para forçar a Ipiranga a atender essa reivindicação.

 

No entanto, quase um ano após a interdição a situação não mudou. De acordo com Raul Stabel, presidente do Sindiliquida-RS, são realizadas pelo menos 250 operações de carregamento e descarregamento no terminal de Passo Fundo.

 

Diz que os motoristas estão sob risco direto de algum acidente e também de doenças causadas pelo contato direto com os combustíveis sem os devidos equipamentos de segurança.

 

Stabel informa que a Ipiranga fez uma proposta para contratar operadores especializados nesse serviço nos próximos cinco anos. A resposta a Distribuidora deverá ser dada nessa semana, no entanto ele adianta que esse é um prazo muito longo já que os motoristas estão expostos diariamente no terminal.

 

O terminal fornece combustível para 137 municípios do Estado e outras 66 cidade de Santa Catarina. O Sindicato não descarta a realização de novas manifestações, que não podem ocorrer em frente ao Terminal da Ipiranga em Passo Fundo por decisão judicial.