IPE Saúde prioriza atendimento virtual e não deve reabrir agência em Passo Fundo
Cumprindo roteiro na região, o presidente do IPE Saúde, esteve em Passo Fundo, no Hospital de Clínicas, na manhã de ontem (27). Júlio César Viero Ruivo veio conhecer a estrutura do HC, receber demandas e realizar o credenciamento de 10 novos médicos. Ele foi recebido pelo presidente da Federação das Santas Casas do Rio Grande do Sul e administrador do HC, Luciney Bohrer e membros da direção do hospital.
A Uirapuru acompanhou a visita de Ruivo. Em entrevista na Uirapuru, Ruivo falou que Passo Fundo tem 21 mil usuários do IPE Saúde e está muito bem no que diz respeito aos prestadores de serviço da área médica. Enfatizou que a pandemia acarretou uma série de dificuldades para gestores de saúde, hospitais e planos de saúde. Destacou que o IPE tem 1 milhão de usuários e sofre muito com o momento de alta na demanda e custos. Citou que a renda do IPE Saúde é fixa, vinculada aos descontes do funcionalismo estadual, contratos com autarquias e prefeitura. Ruivo destacou ainda que o IPE está sendo reestruturado e em negociação com o Estado para uma atenção especial.
Durante a entrevista ouvintes participaram com questionamentos. Uma das perguntas foi relacionada à situação da agência em Passo Fundo, que historicamente atendia na General Netto, centro, mas que está fechada ao público. Ruivo explicou que, com o início da pandemia as agências foram fechadas. Como o IPE não tinha uma solução para dar aos usuários, digitalizou seus serviços. Disse que, com isso, as agências ficaram sem finalidade, porque tudo se faz de forma eletrônica. Para atender os usuários, desde março de 2021 foi iniciado um processo de transição da era do papel para o digital. Sobre o atendimento às pessoas que não estão familiarizadas com os serviços digitais, informou que Passo Fundo terá uma novidade nos próximos meses. Em breve a cidade terá uma agência do Tudo Fácil RS, que vai centralizar inúmeros serviços do governo, incluindo o atendimento presencial do IPE Saúde.
Outro assunto trazido pelos ouvintes foi a questão de pagamentos “por fora”, relatados em alguns casos onde a pessoa deveria ser atendida totalmente por conta do plano. O presidente foi enfático e disse que isso é proibido, em qualquer circunstância. O presidente explicou que, quando o procedimento médico é credenciado, não pode cobrar um valor extra como diferença. É uma questão de Ética. Disse que, se o médico não está satisfeito com a remuneração, que peça seu descredenciamento do plano. Júlio Ruivo finalizou orientando que, quando essa situação ocorrer é preciso que o beneficiário tenha como comprovar com a nota, um recibo, o pagamento efetuado. Mediante denúncia, o IPE vai investigar o caso e tomar as devidas providências. Estas denúncias podem ser feitas através da Ouvidoria do IPE, no fone 0800-51-7797 ou e-mail ouvidoria@ipe.rs.gov.br .
Falando também na Uirapuru, o presidente da Federação das Santas Casas do Rio Grande do Sul e administrador do HC, Luciney Bohrer, disse que está em uma longa jornada discutindo problemas dos hospitais, dos médicos e um encontro de soluções para o IPE. Os hospitais precisam também deste convênio para formar seu fluxo de caixa. Dentro do Hospital de Clínicas, por exemplo, ele representa 25% dos atendimentos conveniados e 20% do orçamento total do HC. Nas Santas Casas o IPE é de extrema importância , sendo o maior convênio do Estado. Desta forma, Luciney frisou a importância da saúde deste convênio. Hoje há um problema sério de encaixe financeiro do IPE, que vem se agravando e aumentando o tempo de espera para pagamento destas contas.