Investir em fornecedores e logística para continuar crescendo
Nessa semana, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, entregaram no Congresso Nacional a proposta do Orçamento Geral da União para 2016. A retração em relação ao ano anterior é de R$ 30,5. Esse cenário serve para preocupar ainda mais os administradores com relação às contas públicas e também reflete uma situação que abrange estados e a maioria das cidades brasileiras. “Temos que aumentar a receita e cortar as despesas, são as únicas soluções”, afirmou Barros.
A tendência de baixa no orçamento também deverá ser observada no Rio Grande do Sul. O governo ainda não enviou para a Assembleia o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016. O que se projeta é uma queda geral na arrecadação. Por esse motivo e para cobrir parte do rombo que existe atualmente, o governador José Ivo Sartori quer aprovar primeiro uma proposta de aumento nas alíquotas de ICMS, dos atuais 17% para 18%. A estimativa da Secretaria da Fazenda é um incremento de receita para o Estado na ordem R$ 1,896 bilhão/ano. Para Passo Fundo, a previsão é de um extra de R$ 11 milhões.
Esse incremento serviria para encorpar ainda mais o orçamento municipal previsto para 2016, estipulado em R$ 594 milhões. Em uma realidade econômica diferenciada, está previsto um aumento superior a R$ 30 milhões para o próximo ano. De acordo com Marcos Cittolin, ex-secretário de desenvolvimento econômico e atual gestor do UPF Parque, o que garante esses números é o constante crescimento que a cidade vem atingindo nos últimos anos, por conta de uma estratégia corajosa que foi adotada em anos anteriores e que mudou a matriz produtiva da nossa cidade, fomentando o setor industrial na área de alimentos, metal mecânico e tecnologia. “Começamos no início dos anos 2000 um novo marco no desenvolvimento que demostra grandes resultados. Vieram BSBIOS, Italac, Ambev e Manitowoc e se somaram a pequenos e médios negócios que se consolidaram e fizeram com que Passo Fundo pudesse dar esse salto de crescimento”, destacou Cittolin.
Para o futuro, Cittolin registra que é preciso investir em novas áreas como logística e em empresas fornecedoras, chamadas sistemistas, para completar uma engrenagem que se torna autossustentável. Segundo ele, a economia é feita por ciclos. A nova fase agora deve suprir as lacunas no setor produtivo da cidade e região. “Temos que criar oportunidades para fornecedores de insumos e produtos para essas indústrias aqui instaladas. Quando importamos de outros estados e países deixamos de gerar valor e empregos. Agora é o momento da pesquisa, desenvolvimento, para encontrarmos novas alternativas, que transformem a indústria local e regional com maior eficiência suprindo as necessidades na nossa cidade e na região”. Cittolin completa dizendo que o mercado de trabalho também se qualifica e gera excelentes oportunidades. “Tudo isso gera emprego e renda. Conseguimos segurar mão de obra qualificada, com engenheiros, pesquisadores e técnicos que não precisam buscar outros mercados, pois aqui tem potencial para se desenvolver”, explicou.
2016 – 598 milhões
2015 – 560 milhões
2014- R$ 460 milhões,
2013 – R$ 428 milhões
2012 – R$ 403 milhões
2011 – R$ 277 milhões