Internações compulsórias na cidade necessitam de intervenção judicial
As internações involuntárias de dependentes químicos tiveram início hoje em São Paulo. A questão é complexa e tem gerado discussão sobre o direito do dependente de aceitar ou não o tratamento. Em Passo Fundo e no Rio Grande do Sul a internação involuntária por decisão judicial já existe. A medida é utilizada em casos específicos em que o médico avalia a incapacidade do dependente de decidir por si próprio.
Uma solução paralela seria investir mais em Centros de Atenção Psicossocial para álcool e drogas (CAPs), ainda muito poucos no país. O serviço teria como vantagem atender a pacientes em fases menos agudas da dependência, sem a necessidade de internação prolongada. Conforme a coordenadora municipal do CAPs Álcool e Drogas, Andressa Rebequi, a internação involuntária tem auxiliado o tratamento de muitos usuários.
De acordo com a coordenadora, a busca no Fórum pelas avaliações e internação é grande e segundo ressalta, na maioria dos casos ela é a melhor medida. Atualmente, registra a coordenadora, quando a família pede a internação compulsória a Justiça, ela ocorre sem percalços não levando mais de uma semana de espera, no Hospital Bezerra de Menezes e também em outros hospitais da região cadastrados. Em Passo Fundo, hoje, 46 usuários estão internados ou fazendo tratamento no CAPs.