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Cidade

Interesse por parte de outras empresas abre a discussão sobre destino de área da Manitowoc

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A destinação da área da Manitowoc, que fica às margens do km 126 da BR-285, ainda é incerta. Na semana passada o prefeito Luciano Azevedo informou que a multinacional estava em tratativa com a Comercial Zaffari para que ela assuma o local e instale o seu centro de distribuição e logística.

 

Conforme essa negociação, a prefeitura deve ser ressarcida em R$ 8 milhões pelos investimentos aplicados na área ao longo dos anos. Para valer, o processo tem que passar pela aprovação da Câmara de Vereadores.

 

Mas ontem (27) o proprietário da GDC Ferramentaria, Gilmar Donato, se reuniu com os vereadores para debater sobre o tema. Contou que a sua empresa, que hoje se encontra em uma área urbana com dificuldade de expansão, fez uma proposta formal à Manitowoc para ocupar a área muito antes da Comercial Zaffari.

 

Além de gerar 300 vagas de emprego, em um primeiro momento e, em um segundo, 450, a GDC ofereceu R$ 9 milhões aos cofres públicos.

 

Em entrevista à Uirapuru, Donato contou que a empresa foi surpreendida com a informação de que a Manitowc estava fechando negócio com a Comercial Zaffari, dando a entender que ela teria sido a única candidata.

 

No entanto, a GDC iniciou a discussão com a multinacional em janeiro desse ano, com contrato de confidencialidade e visita à fábrica. O combinado seria que, se houvesse proposta de maior valor por outra empresa, a GDC deveria ser comunicada primeiro.

 

As empresas Semeato e Jan também teriam apresentado propostas ao longo do ano. Donato disse que a solução é fazer uma licitação ou leilão. Destacou que o pavilhão foi feito especialmente para indústria e não para um centro de distribuição.

 

Para o vereador Mateus Wesp (PSDB), que conduziu os trabalhos, com as novas intenções pela área o ideal seria a retomada do local por parte da prefeitura, para somente depois repassar a outras empresas. Com isso haveria duas soluções jurídicas para a destinação do terreno de mais de 45 hectares. A realização de uma licitação por meio de uma concorrência pública ou de um leilão público.

 

Destacou que em um momento de crise da economia brasileira é bom ver empresários passo-fundenses interessados e com condições para dar um desenvolvimento maior àquela área que acabou, de certa forma, sendo mal utilizada.

 

Afirmou que a destinação da área para a Comercial Zaffari não é definitiva, é apenas um protocolo de intenção que deve passar pela aprovação do Legislativo municipal. Explicou que se não tivessem outras interessadas, talvez se justificasse a dispensa de licitação, o que não é o caso.

 

Nos próximos dias representantes da empresa GDC devem se reunir com o executivo municipal para apresentar sua proposta.