Intercambistas são acolhidos pela UPF
A experiência de amigos e colegas gerou curiosidade e deu coragem para desbravar novas fronteiras. Conhecer a cultura brasileira, aprender uma nova língua, viver novas experiências e buscar conhecimento foi o que motivou 18 estudantes a escolherem a Universidade de Passo Fundo (UPF) para realizar um intercâmbio acadêmico. Neste início de semestre, a Instituição acolhe 16 novos intercambistas e, ao todo, são 18 acadêmicos estrangeiros em formação na UPF. Na manhã desta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, a UPF recepcionou, por meio da Assessoria para Assuntos Internacionais e Interinstitucionais (AAII), os acadêmicos de Odontologia, Direito, Educação Física, Design de Moda, Arquitetura e Design Produto, vindos da Espanha, da Argentina e do México, país de origem de 14 desses intercambistas.
A UPF mantém convênio de cooperação com 57 universidades de 19 países e a cada semestre recebe intercambistas para diferentes cursos. Conforme a assessora internacional, professora Gisele Benck de Moraes, a UPF tem tido um contínuo processo de internacionalização. “Com a experiência que temos em receber alunos estrangeiros, percebemos que a Universidade se torna uma segunda casa para esse intercambista. Temos recebido todos os semestres alunos de vários países e a UPF tem a tradição de bem receber e acolher, tanto na Universidade quanto na sua inserção na comunidade”, destaca ela.
A recepção aos intercambistas contou com a presença do diretor da Faculdade de Direito, professor Rogerio da Silva; da coordenadora do curso de Design de Moda, professora Dulcicleia Antunes; e do coordenador do curso de Odontologia, professor Matheus Albino Souza. Ainda, a equipe do Setor de Atenção ao Estudante (SAEs), realizou uma dinâmica com os intercambistas e apresentou os serviços prestados pelo setor.
Intercambista e parceiro
O estudante de Engenharia Mecânica David Luis Tejedor Diego está na UPF desde o segundo semestre de 2015 e, como intercambista com mais experiência, tem ajudado os novatos. “Estou auxiliando eles no que precisam”, comenta. Originário da Espanha, ele escolheu o Brasil para realizar seu segundo intercâmbio. “Queria muito vir ao Brasil. Fiz intercâmbio na Lituânia e lá era muito frio, queria aprender o português e ir para um país mais quente e foi uma aposta segura”, afirma. Para ele, a adaptação à cidade foi fácil. “Tive aqui amigos da Espanha, falei com eles antes de vir, fiquei na casa deles, na casa do meu Parceiro UPF até achar um espaço para alugar”, conta o acadêmico, que integra a equipe Baja do curso de Engenharia Mecânica da UPF.
Em busca de conhecimento
Da Universidad Autonoma de Coahuila, no México, a acadêmica de Odontologia Barbara Gonzalez Moreno também escolheu o Brasil para realizar seu intercâmbio, especialmente motivada pela tecnologia utilizada. “Nas últimas conferências no México, com expositores brasileiros, ficamos encantadas com a Odontologia daqui. Vimos que está muito avançada e em muitos aspectos está melhor do que no México”, comenta ela, que viajou junto com outras cinco colegas do mesmo curso. A escolha pela UPF também seguiu esse critério: “É uma das melhores escolas de Odontologia e por isso viemos para cá. Vários colegas que vieram para a UPF comentaram que é uma das melhores, que as pessoas eram muito boas e que acolhiam bem os estrangeiros. Tivemos a oportunidade e aproveitamos”, conta.
No Brasil, as seis acadêmicas mexicanas de Odontologia conheceram o Rio de Janeiro e ainda querem visitar São Paulo e Florianópolis. “Fomos ao Carnaval do Rio, conhecemos o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, as praias”, conta, explicando que Passo Fundo também as encantou. “Passo Fundo não é cidade grande nem pequena, gostamos muito da Universidade, da estrutura, das pessoas. Temos oportunidade de fazer coisas diferentes”, afirma a intercambista ao enfatizar: “A moeda, o idioma, os métodos de estudo são muito diferentes dos do México, mas estamos gostando da experiência”, pontua.
Desenvolvendo projetos
Também do México, da Universidad Autónoma de Aguascalientes, a acadêmica de Design de Moda Adriana Flores González teve boas referências da UPF e desistiu de ir para a Europa para vir ao Brasil. “Colegas que vieram para cá falaram de Passo Fundo, disseram muitas coisas boas da UPF, das pessoas daqui e da cultura. Depois que conheci um pouco, fiquei muito interessada de falar outra língua e de viver aqui no sul da América, que é muito diferente do México”, explica ela, ressaltando os diferenciais que encontrou na cidade: “As instalações do Campus, a área verde com muitas árvores, o sistema bem organizado, o modo de vida, as pessoas aqui são muito extrovertidas”, constata.
Além do Design de Moda, Adriana vai cursar disciplinas de Artes Visuais e tem muitas ideias para implementar. “Quero buscar essa fusão de têxtil, da moda e das artes visuais. Aprender conceitos de cultura no Brasil e construção de moda para fazer espaços de comunicação. Tenho um projeto com esse propósito no México e quero continuar isso aqui. Espero que encontre as ferramentas”, observa ela.
De acordo com a coordenadora de Design de Moda, professora Dulcicleia Antunes, o curso tem buscado essa troca de experiências, especialmente por tradicionalmente receber alunos da Universidad Autónoma de Aguascalientes. “Os intercambistas trazem muito conhecimento, absorvemos e devolvemos, repassando um pouco da nossa cultura. Pretendemos desenvolver durante o semestre atividades que falem da cultura deles e da nossa cultura, promovendo um intercâmbio”, destaca.