Instituições financeiras são maiores interessadas no adiamento do julgamento dos juros das cadernetas de poupança
O julgamento do processo sobre diferença de rendimento nas cadernetas de poupança por perdas nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 foi transferido da segunda sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a Corte Especial do mesmo tribunal. Com a transferência, não há prazo para análise e julgamento.
A Corte Especial, integrada pelos 15 ministros mais antigos do STJ, voltará a se reunir em 7 de maio, mas sem garantia de que esse tema será analisado.
Segundo o advogado Augusto Fragomeni Olivaes, as maiores interessadas em protelar o julgamento são as instituições financeiras, pois são as grandes recorrentes dessas ações.
Olivaes explica que os bancos respondem a milhares de processos em todo o país e com o adiamento do julgamento, mais uma vez, o contribuinte terá de esperar para receber o que tem direito.