Inquérito investiga sumiço de R$ 45 mil em fianças da Delegacia de Polícia Civil de Carazinho
Um inquérito está investigando onde foram parar R$ 45 mil provenientes do pagamento de fianças de flagrantes na Delegacia da Polícia Civil de Carazinho. A investigação está a cargo da delegada Diná Rosa Aroldi, da Polícia Civil em Ibirubá.
O processo envolve o Promotor de Justiça da Comarca de Carazinho, Dr. Juliano Griza, que informou sobre como o sumiço do dinheiro foi notado. Conforme ele, os flagrantes são feitos em finais de semana ou à noite, sendo que, após o delegado de polícia do momento definir o valor da fiança, o depósito do dinheiro é feito no outro dia, na sequência, mas deve constar no processo o auto de fiança, o termo do depósito, e a guia do depósito, comprovando que havia sido feito.
O promotor relatou que em muitos casos o comprovante de depósito não estava no processo e a situação veio a tona quando uma pessoa que foi presa pediu, ao término do processo judicial, o valor da fiança ressarcido, porque foi absolvido pela justiça. O dinheiro, no entanto, não estava em poder da delegacia.
Ainda em 2017, um inquérito inicial foi aberto e comprovou que o dinheiro sumiu, mas não apontou quem foi o responsável. O atual inquérito segue e deve apontar os responsáveis e também para onde foi o dinheiro. Ao término do processo, o responsável pelo fato pode ser demitido do cargo pelo governador do Estado.