Inovação no tratamento do câncer: HSVP introduz a radioablação em Passo Fundo
O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) em Passo Fundo tem se destacado como uma referência no tratamento contra o câncer, buscando constantemente inovações para oferecer aos pacientes opções mais eficazes e menos invasivas. Desde 2014 o hospital utiliza uma técnica inovadora chamada radioablação, revolucionando o cenário do tratamento oncológico na região.
Em entrevista na Uirapuru, o médico radiologista intervencionista do HSVP, Dr. Guilherme Gomes, explicou que a radioablação é uma técnica relativamente nova em comparação a outras, mas representa um grande avanço na medicina, especialmente quando se trata do tratamento de tumores. De acordo com ele, essa abordagem tem ganhado destaque desde uma matéria realizada no Hospital Conceição, em Porto Alegre. Contudo, a técnica já é rotineiramente aplicada em Passo Fundo desde 2014.
Conforme o médico, a radioablação consiste na destruição de tumores por meio de uma técnica minimamente invasiva. Uma fina agulha é introduzida dentro de um órgão, como fígado, rim ou osso, sendo guiada por imagens até o interior da lesão. Uma vez no local, a agulha é acionada, e sua ponta é aquecida, seja por corrente elétrica. Esse aquecimento resulta na destruição do tecido ao redor da ponta da agulha, efetivamente eliminando o interior do tumor. Essa abordagem permite a destruição de tumores de forma minimamente invasiva, evitando cicatrizes extensas e cirurgias mais invasivas.
Dr. Guilherme conta que, ao longo dos anos, a técnica tem sido aprimorada, acompanhando os avanços das novas tecnologias no combate aos tumores. O tratamento tem se destacado pela capacidade de tratar vários tumores com um único procedimento, preservando os órgãos afetados. A aplicação da radioablação depende de uma investigação completa do caso, considerando o tipo de tumor e a necessidade de tratamento.
Atualmente, os planos de saúde são obrigados a cobrir procedimentos relacionados a tumores primários no fígado e secundários ao cólon. Pacientes que possuem câncer hepático em fase inicial têm o direito à realização desse procedimento. No entanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não consegue liberar o procedimento em Passo Fundo devido ao alto custo do equipamento. Contudo, o médico conta que há expectativas de que, com o tempo, o SUS possa incorporar essa inovação, representando um avanço significativo no tratamento do câncer na região.