Infectologista afirma que reinfecção do coronavírus é rara, mas pode acontecer
Nesta semana foi noticiado pela Secretaria Municipal da Saúde de Garibaldi, na serra gaúcha, um caso de reinfecção do coronavírus em uma mulher de 48 anos. A paciente teria contraído a doença em agosto e sentido os sintomas novamente no fim do mês passado.
A mulher procurou a rede de saúde e realizou o teste PCR mais uma vez. O resultado foi positivo e preocupou autoridades de saúde. Além disso, a população ficou em alerta e com receio de se contaminar novamente com a covid-19.
Conforme o médico infectologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Gilberto Barbosa, a chance de recontaminação é pequena, mas existe. O doutor disse não ter acesso ao caso de Garibaldi, porém explicou como se caracteriza uma reinfecção.
Para um caso ser contabilizado como nova infecção, o material genético do vírus precisa ser analisado. O segundo vírus precisa ser geneticamente modificado em relação ao outro, e isso ainda é raro no mundo. A reinfecção pode ocorrer, porém o que está acontecendo é diferente.
De acordo com Barbosa, em alguns pacientes, principalmente os que tiveram quadros graves da doença, o vírus persiste no organismo por mais tempo, cerca de dois, três meses. Embora o coronavírus seja identificado no organismo pelo teste, o vírus não tem força para ser transmitido, ou está morto, mas presente no corpo.
Para ser classificado como reinfecção, é necessário que o teste passe por uma análise laboratorial para investigar o material genético do vírus. O médico afirma que na maioria das vezes isso não ocorre. Ele confirma que no mundo já houveram casos de pessoas infectadas duas vezes, mas o percentual é muito pequeno.
Conforme o infectologista, mesmo que seja raro uma recontaminação, é fundamental que as pessoas permaneçam com os cuidados, mesmo aqueles que já pegaram a doença.