Índice de reprovação em exame da OAB não se aplica a Passo Fundo
Alcançando o seu pior índice de reprovação, desde que passou para o formato unificado, o resultado do Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) trouxe algumas reflexões sobre o sistema de ensino. Segundo o advogado Itamar Basso, conselheiro da região norte do Estado, da OAB, o nível dos formandos de Direito é assunto recorrente na Ordem.
O exame, legitimado pelo Superior Tribunal Federal, cumpre o papel social de impedir que cheguem ao mercado de trabalho profissionais que não irão defender o cidadão de forma adequada. Além disso, o advogado registra que a partir dos resultados obtidos nos últimos exames algumas medidas foram tomadas, como a suspensão, temporariamente, da autorização para novos cursos de Direito e a criação de uma comissão formada por profissionais da entidade, para auxiliar na avaliação de novos cursos.
Inclusive Basso ressalta que o exame realizado pela Ordem, deve ser o precursor de provas avaliatórias a serem realizadas em outros cursos.
O advogado fez questão de registrar, que os índices nacionais não se aplicam a Passo Fundo, que marca grande número de aprovados em todos os exames e possui boas instituições de ensino.
De acordo com o resultado preliminar do 9º Exame de Ordem Unificado divulgado, no dia 22 de março, pelo Conselho Federal da OAB, 10,3% dos candidatos foram aprovados. Dos 114.763 candidatos que prestaram a prova desde a etapa inicial, 11.820 obtiveram êxito e vão receber a carteira de advogado. Isso significa que 89,7% não obtiveram nota suficiente.