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Saúde

Imunidade para o resto da vida ainda não é certa e isso pode estar atrasando vacinas do coronavírus, explica médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Um dos principais motivos para o isolamento social é evitar o maior número possível de pessoas contaminadas, para não sobrecarregar o sistema de saúde. Não se procura acabar com a cadeia de contaminação do vírus, mas sim atrasar e evitar um colapso.

O ciclo entre a contaminação e o corpo eliminar a ameaça é de mais ou menos 14 dias, conforme as autoridades. Ao ganhar tempo também é possível seguir com os trabalhos para a criação de uma vacina. No entanto, no último final de semana a Organização Mundial da Saúde revelou que não há indícios de que a pessoa que teve o Coronavírus adquiriu imunidade e nunca mais terá o problema.

Falando sobre este assunto o médico Dr. Júlio Stobbe explicou que quando a pessoa tem contato agudo com o vírus há células de defesa rapidamente atraídas para o local. A medida que a doença segue, outros fatores criando uma proteína que não deixa o vírus prosseguir.

Um teste de laboratório mostra a presença desta substância de proteção criada pelo corpo e identifica que a pessoa está enfim imune. Esta substância normalmente é permanente ou de longo período no corpo. No entanto, os estudos não estão apontando com 100% de certeza que a pessoa curada terá imunidade para sempre. Ainda não se sabe o motivo disso, mas o vírus pode sofrer uma mutação, por exemplo.

Por este motivo alguns casos de nova infecção foram informados no mundo. O médico acredita que isso esteja atrasando a entrega de uma vacina, pois se não há imunidade prolongada ela é ineficaz. Porém, os testes seguem e o vírus é algo novo, ponderou.

Ouça a entrevista do médico Dr. Júlio Stobbe: