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Saúde

Implante coclear: tecnologia que devolve capacidade auditiva está disponível no HC

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O Hospital de Clínicas (HC) realizou no mês de abril o primeiro procedimento de implante coclear. Essa tecnologia permite que pacientes que nasceram com perda auditiva ou pararam de escutar ao longo da vida, voltem a ouvir os sons. A qualidade de vida dos pacientes é um dos principais benefícios do implante coclear, também conhecido popularmente como “ouvido biônico”.

O cirurgião otorrinolaringologista, Dr. Fábio Pires foi o médico responsável pelo procedimento de implante coclear e relaciona a importância da disponibilidade do implante coclear em nossa região. Conforme ele, o objetivo é minimizar os impactos devastadores da perda auditiva, como isolamento social, depressão, ansiedade, etc, reinserindo a pessoa de maneira plena na sociedade e na sua vida normal de antes.

No caso de bebês, uma criança que não falaria e teria grandes dificuldades para a comunicação, se implantada idealmente até os 12 meses, pode desenvolver a linguagem como uma criança que escuta normalmente e ter uma vida acadêmica, social e profissional normal e independente.

O implante coclear está indicado para qualquer idade desde que o paciente apresente uma perda auditiva severa ou profunda bilateralmente e que não tenha apresentado benefício com o uso de aparelhos auditivos. Embora muitos procedimentos sejam realizados já na vida adulta, como no caso da paciente atendida no Hospital de Clínicas, a avaliação para o implante coclear pode iniciar ainda na infância, caso sejam identificadas alterações no teste da orelhinha.

Após o diagnóstico e determinação de indicação cirúrgica, o paciente passará por avaliação pré-operatória, aos cuidados do cirurgião responsável. Conforme o médico, a cirurgia é realizada sob anestesia geral e dura cerca de duas horas e meia a três horas. É inserido um feixe de eletrodos no interior da cóclea (nosso órgão auditivo natural, o qual está danificado e causando a perda auditiva) e uma unidade interna é posicionada no crânio, próxima à orelha. O paciente recebe alta normalmente no dia seguinte e o pós-operatório costuma ser muito bem tolerado, praticamente indolor.

De acordo com o médico Fábio Pires, a cirurgia está disponível na rede pública nas grandes capitais. Em Passo Fundo, no Hospital de Clínicas, o procedimento é feito de maneira particular e por alguns convênios.