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Geral

Imigrantes senegaleses e haitianos anunciam vinda para Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O anúncio, feito por alguns dos 43 imigrantes senegaleses e haitianos, que desde a madrugada de hoje se encontram em um ginásio em Florianópolis, vindos do Acre, passando por São Paulo, preocupou os passo-fundenses. Eles que não foram acolhidos nem no Norte, nem no Centro-Oeste, disseram que entre as cidades do Sul, gostariam de chegar a Porto Alegre e Passo Fundo, onde tem parentes. A previsão é de que os imigrantes fiquem em Santa Catarina por uma semana, onde contam com o apoio das secretarias municipais da Assistência Social e Saúde e do governo do Estado.

 

Na iminência  de receber mais imigrantes e com uma população de cerca de 500 senegaleses na cidade, os ouvintes questionaram se a situação não se tornaria caótica, à medida que mais e mais chegam? Teriam todos empregos, ou ficariam vagando pelas ruas? Não acabaria se tornando um grave problema social, disputando as poucas vagas com os trabalhadores do município?

 

De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal, hoje em Passo Fundo, a situação se encontra dentro da normalidade. Ele registra que o Brasil signatário de normatização internacional de Direitos Humanos, onde tem que receber todos os estrangeiros que peçam refúgio. O delegado revela que até o final do ano passado 365 pedidos de refúgio haviam sido protocolados na cidade. Sobre a atitude tomada pelo Governo do Acre, ele frisa que essa transmissão de responsabilidade não pode ser feita, desta forma, considerando a atitude de, simplesmente, colocar os imigrantes em um ônibus, leviana.

 

O procurador do estado, Rodinei Candeia, reforçou a fala do delegado, explicando que em relação a haitianos e senegaleses há uma política pública de recebimento de refugiados, sendo inclusive Passo Fundo, cidade refúgio. Revelando que no Acre existe um convênio, de recebimento dos imigrantes para o trabalho. O que tem surpreendido as autoridades e brasileiros é o fluxo, maior do que o esperado e a postura do governo nortista. Criando um problema social no Sul do País. Frisando que tanto o Rio Grande do Sul, quanto Passo Fundo, poderiam se negar a receber os imigrantes, inclusive judicialmente. No entanto, até o momento, em sua opinião, a situação na Região é controlável. Inclusive  com Governo do Estado, tendo se reunido e dado o apoio necessário aos imigrantes.

 

Encerrando ele cita que o Governo Federal conduz de forma pouco eficaz a vinda destes estrangeiros. Os pedidos de refúgio chegam a demorar quatro anos para ser ou não concedidos e a maioria não é concedida. Nesse meio tempo os imigrantes já se estabeleceram e a saída do País é mais difícil. Novas alternativas precisam ser pensadas e com urgência, afirmam tanto o delegado quanto o procurador.