Skip to content

Polícia

Identificado homem encontrado morto em riacho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

 

Os agentes da 1ª Delegacia de Homicídios de Passo Fundo
estão trabalhando para desvendar o mistério em torno dos dois homens
encontrados mortos num riacho, no interior do Município. As duas vítimas, uma
delas ainda não identificada, foram encontradas por volta das 20h de
terça-feira, num riacho próximo do quilômetro 3 da BR-153 – a Transbrasiliana.

Um deles foi identificado na tarde desta quarta-feira (11)  como Valmir Galivar, O Gordinho, 26 anos, de
Erechim. Um agricultor parou a moto para remover um galho de árvore, que estava
obstruindo a passagem na ponte, quando avistou um corpo boiando no riacho. Ele
acionou a Brigada Militar e numa rápida vistoria no local, os PMs encontraram o
segundo corpo no outro lado da ponte. Os dois não portavam documentos, que
possibilitasse a identificação.

A identificação de Valmir Galivar foi feita somente na tarde
de hoje pela sua mãe, Terezinha Sueli Galivar, moradora de Erechim. Ela contou
que ouviu a notícia e teve quase certeza que um deles era o seu filho.
Terezinha telefonou, então, para a rádio Uirapuru e falou com o repórter Marcos
Thiago, que esteve no local, onde os corpos foram encontrados. Com as
características passada pelo Marcos, ela veio a Passo Fundo e, infelizmente,
confirmou a sua suspeita.

Terezinha revelou que o filho tinha vindo há dois meses para
Passo Fundo em busca de tratamento, pois era viciado em crack. Ela disse que o
filho era viciado há pelo menos 10 anos e já havia passado por várias clinicas,
mas acabava voltando às drogas. Terezinha disse que sempre alertava o filho de
que este mundo das drogas só tem dois caminhos: A cadeia ou o cemitério.

 A vítima tinha
antecedentes por furto e roubo. A segunda vítima permanece no Departamento
Médico Legal-DML sem identificação. Trata-se de um homem branco com idade entre
25 e 30 anos e estava trajando calça jeans, camiseta preta com detalhes em
vermelho e sapatênis branco. Ele usava um brinco em forma de argola na orelha
esquerda. Mesmo sem identificação, o homem deve ser sepultado amanhã como
indigente, pois a câmara fria do DML está com defeito e o órgão não tem como
manter o cadáver em adiantado estado de decomposição no local.

O chefe de investigações da 1ª DP, inspetor Volmar Menegon
disse que com a identificação de uma das vítimas e de que era viciado em
drogas, os policiais vão percorrer pontos frequentados por drogados na
expectativa de identificar o outro morto. Segundo ele, o duplo crime tem
características de execução. Para a delegada Daniela de Oliveira Mineto o duplo
crime deve ter sido motivado por questões relacionadas ao tráfico de drogas.