HSVP chega a 170% da capacidade de atendimento e faz apelo para que somente casos graves sejam direcionados
O serviço hospitalar de Passo Fundo, que é uma referência regional, está sofrendo grande pressão de atendimento nos últimos 30 dias. De maneira atípica, a procura pelo atendimento tem sido intensa nos três hospitais locais. Todos enfrentam um cenário de superlotação, mas o Hospital São Vicente de Paulo- HSVP revelou um quadro preocupante à reportagem da Uirapuru.
Desde o dia 18 de abril a Emergência do local, porta de entrada para atendimentos do HSVP, está com restrições, atendendo somente casos graves. Na tarde de hoje (4) a Uirapuru foi até a instituição e conversou com a Dra. Diretora de Governança Clínica, Cristine Fasolo Pilati, do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. A Dra, Cristine, que já foi secretária municipal de saúde, explicou que o mês de abril foi atípico.
O HSVP está sempre com movimento intenso, mas de curta duração. No entanto, abril foi inteiro de lotação acima da capacidade. São pacientes graves, sem condições de dar rodízio a fim de receber outros. Influenza, doenças respiratórias, dengue, problemas cardíacos, Covid-19, acidentes e ferimentos são os problemas mais comuns e que demandam atendimento com atenção intensa. Para a Dra. Cristine este é também um sinal de rebote das contenções da pandemia.
O HSVP empenhou toda a sua força de atendimento para a situação e recentemente criou uma sala de regulação, com médicos, enfermeiras e outros profissionais em contato telefônico direto com as cidades da região a fim de orientar quais casos são indicados para o local.
A Dra. Cristine também acredita que a baixa procura por vacinas está por trás do aumento dos casos de problemas virais. Fez um apelo para os colegas da saúde da região para que tentem dar atendimento em casos até média complexidade, deixando o HSVP para situações mais graves. A Dra. Cristine disse que o hospital está preocupado com um cenário em que não há mais capacidade física de onde colocar pacientes.
Reforçou que o HSVP gostaria de atender a todos, mas neste momento estão priorizando quem está com risco iminente de algo mais grave. Os casos menores, como dor de cabeça, gripe leve ou algo que notoriamente não é grave, devem ser primeiro levados para o atendimento dos Cais ou hospitais das cidades onde a pessoa reside.