Hospital de Clínicas observa aumento dos casos de influenza e pede atenção aos grupos vulneráveis
Com a chegada das temperaturas mais baixas, as infecções respiratórias voltam a pressionar os serviços de saúde. Em Passo Fundo, o cenário acompanha a tendência observada em todo o Rio Grande do Sul, com aumento da circulação de vírus respiratórios e crescimento na procura por atendimentos médicos e hospitalizações, especialmente entre pessoas com fatores de risco.
O infectologista Dr. Hugo Noal, do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, afirmou que a principal preocupação neste momento é a influenza, considerada uma das infecções respiratórias com maior potencial de gravidade. Segundo ele, além do vírus da gripe, também circulam o vírus sincicial respiratório, os vírus responsáveis pelos resfriados comuns e a Covid-19.
De acordo com o médico, a Covid continua presente na região, embora não provoque o mesmo impacto observado durante a pandemia. Ele ressaltou que a vacinação segue sendo a principal forma de proteção contra os casos graves e lembrou que os imunizantes funcionam como um mecanismo de redução de riscos, diminuindo as chances de agravamento da doença e necessidade de internação.
Noal observou que Passo Fundo registra neste ano um número de casos de influenza acima do esperado. Ele explicou que os quadros mais graves podem exigir hospitalização, suporte ventilatório e internação em unidades de terapia intensiva. Além disso, destacou que infecções bacterianas podem surgir como complicação em pacientes já debilitados pela ação dos vírus respiratórios.
Segundo o infectologista, as crianças representam o grupo que mais procura atendimento médico neste período. Ele alertou para os riscos da automedicação e reforçou que o uso de antibióticos não é indicado para infecções causadas por vírus. O médico recomendou hidratação adequada, controle correto da febre e avaliação profissional para definição do tratamento mais adequado.
Em relação às internações, os pacientes mais vulneráveis continuam sendo idosos e pessoas com comorbidades, como diabetes, doenças cardíacas, doenças pulmonares crônicas, câncer e imunossupressão. Para esses grupos, o risco de complicações é maior quando ocorre uma infecção respiratória.
Entre as medidas preventivas, o especialista destacou a vacinação, a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e o uso de máscara em situações de sintomas respiratórios. Conforme explicou, esses cuidados ajudam a reduzir a transmissão dos vírus e protegem especialmente as pessoas mais suscetíveis a desenvolver formas graves da doença.
