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Saúde

Hospital da Cidade abre as portas nesta quinta-feira para comunidade conhecer as dificuldades e os avanços da casa

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A região de Passo Fundo é uma das poucas do Estado onde os municípios não pagam complementos para os hospitais nos casos de internações. No entanto, todos os pacientes de fora que chegam nas emergências dos hospitais da cidade recebem atendimento.

 

Nos hospitais de Lajeado, por exemplo, já é definido um valor para os municípios. Só no ano passado, o Hospital da Cidade (HC) atendeu 415 municípios na urgência e na emergência.

 

Temas como esse serão debatidos hoje (25) no “Encontro de Líderes: transparência e futuro”, promovido pelo Hospital da Cidade. O evento é gratuito e aberto às comunidades de Passo Fundo e da região. Ele acontece no anfiteatro da instituição, a partir das 19h30.

 

O objetivo é apresentar as ações realizadas pelo hospital, que passa por uma fase de crescimento, e as suas dificuldades, como no repasse de recursos e na remuneração baixa pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Em visita à Uirapuru, o administrador do HC, Lucinei Bohrer, destacou que o hospital não pertence a um grupo, mas sim a comunidade e por isso a importância da sua participação no encontro. Ressaltou que a população tem que saber que a crise na saúde vem afetando os hospitais e reduzindo os atendimentos na região.

 

Bohrer frisou que é preciso debater a criação de um pronto atendimento em Passo Fundo para desafogar as emergências, a proposta é discutida na cidade há pelo menos 20 anos. Outro problema que a comunidade será convidada a opinar é a situação deficitária do Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes.

 

Em 2016, a entidade gerou um prejuízo de quase R$ 800 mil, também devido à baixa remuneração pelo SUS. Bohrer destacou que alguma coisa é preciso ser feita para que o Bezerra se torne sustentável.

 

Conforme balanço do Hospital da Cidade, no ano passado foram realizadas mais de 17 mil internações, dessas mais de 8 mil são moradores de Passo Fundo. Cerca de 69,9% das internações foram via SUS. Na urgência e emergência foram mais de 64 mil atendimentos.

 

Nesse período, também foram feitas mais de 15 mil cirurgias, 128 mil consultas, 764 exames e 835 nascimentos. O administrador Lucinei Bohrer frisou que, apesar de todo o volume, a taxa de infecção hospitalar foi baixa, 2,6%.