Hospitais de Passo Fundo não registram vítimas de acidentes com fogos de artifício
A soltura dos fogos de artifício, sejam de efeitos visuais ou sonoros, é uma das mais antigas tradições dos brasileiros. No entanto, a produção de barulho pela sua detonação é também um antigo problema, assim como os acidentes que mutilaram suas vítimas. No caso mais recente uma criança morreu após um destes artefatos ter explodido dentro de seu quarto, jogado de forma criminosa por um adolescente que estava na rua.
Não há lei que proíba o uso dos fogos ou a venda, porém eles não podem ser vendidos a menores. Uma alteração recente nas leis também estipula que os fogos não produzam mais de 100 decibéis a 100 metros de distância do local. De modo geral os Bombeiros não recomendam a soltura ou manuseio dos fogos, uma vez que se trata de um explosivo. Além de poderem causar incêndios, especialmente em épocas de seca como agora, há sempre o risco de ferimentos causados por imperícia ou descuido. A Uirapuru recebeu uma mensagem de um ouvinte alertando que um familiar foi atingido na perna, mas sem gravidade, por um destes fogos.
Em contato com os dois hospitais de Passo Fundo, sendo o Hospital São Vicente de Paulo e de Clínicas, as equipes informaram que nenhum paciente deu entrada no período do Natal com ferimentos causados pelos fogos. A redução é uma tendência que vem seguindo na cidade desde 2018, quando na ocasião o Hospital de Clínicas registrou um atendimento relativo a este tipo de acidente.