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Agronegócios

Gripe Aviária: reforçar cuidados é principal meta para proteger a produção nacional, avalia presidente da ABPA

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
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Nesta semana os casos da gripe aviária, temida na produção da carne de aves no mundo, foram confirmados nos vizinhos países de Argentina e Uruguai. Antes, casos foram confirmados também no Peru, Colômbia, Chile, Venezuela, Equador e Bolívia, mostrando que, até agora, o Brasil é o único país sem registros.  A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres.

Embora menos comum, o vírus causador desta doença, o H5N1, pode infectar também pessoas.  Nas aves a contaminação ocorre através do contato entre as mesmas,  quando se deslocam  de uma região para outra através da migração, algo comum em aves silvestres. O risco é real e preocupa os produtores de aves brasileiros, uma vez que este é um importante setor econômico, de alta empregabilidade e que exporta muito, principalmente para países que enfrentam redução devido justamente à doença.

A Uirapuru conversou sobre o assunto com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.  Natural de Marau, Santin conhece bem a realidade produtiva da cadeia das aves. Santin destacou que o Brasil nunca teve esta doença, mas de fato a sua ocorrência tão perto preocupa.

Explicou que há países com grande número de casos, como na Europa e até mesmo os EUA.  Descoberta nos anos 60, a doença tem apenas uma forma de ser combatida diretamente: prevenção através dos cuidados com a produção.  Disse que o Brasil sempre foi exemplo de cuidado e assim será.

A doença, segundo Santin, não se transmite comendo a carne da ave contaminada, mas apenas entre estes animais, em especial as silvestres, ou uma pessoa com convívio direto, em ambiente fechado com a ave doente. A principal barreira, e que já existe, é proteger os aviários das aves externas, silvestres, que podem carregar o vírus. Finalizou destacando que o Ministério da Agricultura já monitoras áreas de fronteira, identificando possíveis aves contaminadas e impedindo que isso chega até as unidades produtoras.