Greve dos caminhoneiros: categoria sufoca com política de preços e pede mudança
Em um cenário onde o Diesel está custando já mais de R$ 5 Reais o litro, as principais associações de caminhoneiros prometem desde o final de outubro uma greve para a próxima segunda-feira, dia 1º de novembro. A nível nacional há a informação de que a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro) vai orientar frentistas de postos de combustível a acolherem e apoiar, com infraestrutura, os caminhoneiros em uma mega greve nacional.
A última atualização envolvendo a situação dos combustíveis chegou na tarde de hoje , quando foi anunciado o congelamento da ICMS dos combustíveis a nível nacional por três meses. Sobre essa situação de iminente greve, a Uirapuru conversou com o Deputado Federal Nereu Crispim, que é gaúcho e dirige a frente parlamentar dos caminhoneiros.
Conforme ele, na grande greve de 2018 a categoria teve grande apoio da sociedade e inclusive do então candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Na ocasião Bolsonaro gravou um vídeo exaltando o apoio à causa, mas depois de quase três anos o que se vê é uma disparada de preços e o trabalhador das estradas agonizando.
Diante disso as últimas reuniões encaminham uma vontade da categoria em parar. A pauta é a política de preços nacional, que atrela o valor ao mercado internacional e castiga o caminhoneiro. O deputado Nereu explicou que a categoria não está contra o Brasil ou contra o governo. O grupo quer resolver um problema que atinge a todos. Para ele é inadmissível uma política que envia petróleo a preço baixo para outros países e quando importa carrega tudo com impostos e altos preços ao brasileiro.