Grandes fornecedores de defensivos estão cancelando contratos com produtores por falta mundial do produto
De forma pioneira a Uirapuru alertou há dois meses sobre o risco iminente da falta de fertilizantes e defensivos agrícolas para o mercado brasileiro. Os produtos, em sua grande maioria, são fornecidos pela China e Índia ao Brasil. Sem fertilizantes o solo não oferece as condições ideias de nutrientes para o máximo rendimento da lavoura. O impacto direto é menos sacas por hectare ou qualidade inferior. Sem defensivos a produção pode ser atacada pelas pragas e até ser perdida. Tais impactos não se referem simplesmente a prejuízo financeiro, mas em menos alimentos sendo produzidos.
É importante lembrar que, pelas regras da economia, quando um produto está escasso ele tende a ficar mais caro. O raciocínio então leva diretamente a, com uma produção reduzida, ter aumento nos custos da alimentação e produção animal. O programa Cotações e Mercado do último domingo, apresentado por Jair Ineri Lazarotto, abordou este tema.
O engenheiro agrônomo Lamar Sackis informou que, os prognósticos de falta, feitos há dois meses, estão se confirmando. Já faltam todos os glifosatos, por exemplo. O produtor que fez pedidos de compra para grandes empresas como BAYER e SYNGENTA estão tendo as notas canceladas. Isso ocorre pela impossibilidade de entrega futura e até mesmo para curto prazo.
Na prática, áreas já plantadas e que precisarão do uso de glifosato em dezembro poderão simplesmente não ter essa manutenção realizada. O problema inicial se dava pela dificuldade de embarcar produtos para o Brasil. No entanto, agora há falta de carvão para a indústria chinesa produzir os defensivos e entregar ao mundo. O momento, conforme o agrônomo, é preocupante.