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Mundo

Grande população e contato direto com animais silvestres favorecem início das epidemias na China, diz professora

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
People wearing face masks as a preventive measure against the COVID-19 novel coronavirus walk to a train, one of the stops being Wuhan, at a station in Shanghai on March 28, 2020. - The Chinese city of 11 million people that was Ground Zero for what became the global coronavirus pandemic partly reopened on March 28, after more than two months of almost total isolation. (Photo by Hector RETAMAL / AFP)

No programa Uirapuru Ecologia do último sábado (04), apresentado por Luiz Paulo Fragomeni, foi abordado de uma maneira ampla a diferença de vírus, fungos e bactérias, bem como o que são vírus e de onde eles vem ou onde estão. Participaram do programa as professoras de microbiologia e imunologia da UPF, Fabiana Tonial e Gabriela Scortegagna.

A professora Fabiana explicou que vírus, fungos e bactérias são microrganismos microscópicos e que as pessoas têm uma relação muito próxima com eles. Ela disse que eles fazem parte do processo metabólico e, mesmo nossa relação sendo íntima, não os percebemos.

De acordo com Fabiana, o vírus é uma partícula simples composto de um material genético envolto por proteínas. Já a bactéria tem uma estrutura complexa e consegue se multiplicar de maneira independente. O fungo é uma célula mais complexa e tem organelas e metabolismo diferenciado e outras formas de reprodução além da forma assexuada.

A professora declarou que o vírus, em um ambiente, não consegue produzir outro vírus, nem se multiplicar, e é por isso que não é considerado vivo fora de uma célula, pois não se produz.

Ouça a entrevista com a professora Fabiana Tonial:

Alguns ouvintes perguntaram o motivo da China ser um país que geralmente inicia pandemias, a exemplo da H1N1, e a professora Gabriela Scortegagna explicou que são dois fatores determinantes: o hábito cultural de estar em contato direto com animais silvestres e o fato de ser um país populoso. De acordo com a professora, as duas combinações favorecem a disseminação de doenças e vai ser sempre assim que epidemias vão surgir.

Ouça a entrevista com a professora Gabriela Scortegagna: