Governo quer taxar energia solar e setor pode sofrer duro revés, avalia empresário
A energia elétrica produzida através da luz solar é uma realidade acessível em Passo Fundo e chegou para reduzir as despesas de empresários e moradores, especialmente do campo. A aposta neste sistema é tão grande que a cidade terá dois pontos de recarga para veículos, criados por empresas particulares, em um futuro próximo. A vantagem financeira está quando o dono dos equipamentos cria energia em casa e transfere para a rede das operadoras, que “compram” essa energia e devolvem em crédito na conta convencional.
Presente na Construmóveis, a empresa Automasensor, do ramo da energia elétrica solar, conversou sobre a situação na Uirapuru. Ricardo Kadota Bertollo, representando a empresa, explicou que o governo atende a um pedido das empresas geradoras de energia, que justificaram perdas aos consumidores sem sistema solar em casa. Ao isentar quem produz a energia, na alegação das empresas, os consumidores convencionais pagarão a conta mais cara.
Ele explicou que uma consulta popular onde as pessoas poderão escolher 5 diferentes formas de cobrança está em andamento online pela Aneel, mas de qualquer forma haverá cobrança na energia solar.
Quanto ao impacto, ele afirmou que, hoje um investimento em equipamento se paga em até 4 anos para o consumidor. Com as mudanças propostas, o investimento pode levar até 8 anos para se pagar. Alertou que isso vai desestimular a população em investir num sistema limpo de energia. Após a consulta, que está em andamento, a previsão é de que a cobrança inicie em meados de março de 2020.