Governo apresenta propostas, mas professores da rede estadual seguem em greve
Em Assembleia Geral ontem (31) em Porto Alegre, os professores da rede estadual decidiram pela continuidade da greve, que já dura dois meses. A categoria vai avaliar as propostas apresentadas pelo governo do Estado. Entre elas o pagamento de todos os docentes em dia a partir da folha de dezembro, a ser paga no último dia útil do mês.
Para tal, o Executivo estabeleceu duas condições, a de obter o lucro esperado com a venda de ações do Banrisul e a de aderir ao plano de recuperação fiscal. O governo também prometeu não dispensar os contratados temporários que tenham aderido à greve.
Conforme levantamento da 7ª Coordenadoria de Educação, Passo Fundo tem hoje duas instituições em greve total, a Escola Adelino Pereira Simões e o Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (NEEJA), e mais nove em greve parcial: EENAV, Joaquim Fagundes do Reis, Instituto Cardeal Arcoverde, Antonino Xavier e Oliveira, Protásio Alves, General Prestes Guimarães, Cecy Leite Costa, Professora Eulina Braga e Irmã Maria Margarida. Elas seguem sem definição de normalização das aulas.
Aproximadamente 39 alunos já foram remanejados para outras escolas em razão da greve.
O sindicato dos professores estaduais de Passo Fundo informou que a partir de hoje visitará as escolas para conversar com os servidores sobre as condições propostas pelo governo.