Governo acredita que o preço do pedágio na concessão da ERS-324 pode diminuir 40% no processo licitatório
O auditório da Biblioteca Central da Universidade de Passo Fundo (UPF) ficou lotado na tarde de ontem (02) para a audiência pública que discutiu a concessão da ERS-324. O encontro apresentou à comunidade os detalhes técnicos do projeto que prevê a duplicação da rodovia e investimentos no trecho de 115 km entre Passo Fundo e Nova Prata, ao longo de 30 anos. A empresa que vencer a licitação deverá investir cerca de R$ 1 bilhão na manutenção, no restauro e na duplicação. A expectativa é que nos primeiros oito anos de contrato, 60 quilômetros já estejam duplicados, com ênfase em trechos urbanos. Outras melhorias incluem interseções, retornos e 12 passarelas para pedestres.
Participaram da audiência lideranças políticas, empresários e representantes da comunidade, além da equipe técnica da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), DAER e Secretaria de Logística de Transportes. Após a explanação técnica, os participantes puderam se manifestar por escrito e ao microfone. O valor das tarifas nas duas praças de pedágio previstas, uma em Passo Fundo e outra em Nova Bassano, assim como as intervenções planejadas entre Marau e Passo Fundo foram os temas mais comentados. A previsão é que o edital de licitação seja lançado até setembro. Será escolhida a empresa que propuser a menor tarifa de pedágio abaixo do limite de R$ 9,64 indicado pelo estudo de viabilidade técnica.
Na Uirapuru, o secretário estadual de Logística e Transportes Juvir Costella afirmou que no fim do certame, o valor da tarifa poderá ficar até 40% menor do que o índice apontado no estudo técnico, assim como no caso da concessão de outras rodovias.
Defensor das parcerias público-privadas, o deputado estadual Mateus Wesp (PSDB) afirmou que em nenhum lugar do mundo o Estado possui capacidade de investimento em infraestrutura, inclusive em países desenvolvidos. Afirmou que a população não é contra os pedágios em si, mas que por conta de experiências que não deram certo, acabam receosas com novas possibilidades de concessões. Afirmou que os moldes do programa RS Parcerias são baseados em conceitos técnicos, modernos e eficientes.