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Cidade

Governador Eduardo Leite defende continuidade de reformas e parcerias público-privadas

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, esteve em Passo Fundo nesta quinta-feira (26) para participar do Fórum da Competitividade, realizado no Clube Comercial. O evento reuniu gestores públicos, empresários e representantes do governo estadual, com o objetivo de promover um debate entre os setores público e privado sobre temas relacionados ao desenvolvimento regional. A atividade foi promovida pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e o Transforma RS, em parceria com o Instituto Aliança Empresarial e o Comitê das Entidades Empresariais de Passo Fundo.

Durante sua fala, o governador destacou o desempenho do estado no ranking de competitividade elaborado pelo CLP, que avalia critérios como segurança, educação, inovação e eficiência da máquina pública. “O estado saiu da oitava posição para a quinta posição e avançando em vários itens para poder chegar nessa melhor posição da nossa história dentro do ranking”, afirmou. Segundo Leite, a ferramenta serve como um diagnóstico para orientar políticas públicas. “É muito importante não apenas observar o ranking para saber em que posição estamos, mas utilizá-lo como ferramenta de gestão.”

Um dos eixos mais destacados pelo governador foi a segurança pública. Ele apontou que o Rio Grande do Sul é, atualmente, o terceiro estado mais seguro do país, segundo o ranking. “Não adianta oferecer a estrada, a carga tributária mais baixa se é um lugar perigoso para a vida e para o patrimônio”, disse. Leite também apresentou dados sobre a queda nos indicadores de criminalidade. “50% de redução de homicídios, mais de 80% de redução de roubos a pedestres, e mais de 90% de redução de roubos a veículos”, informou. Ele também mencionou que o número de roubos a bancos caiu de 82 casos em 2018 para apenas dois em 2023.

No campo da infraestrutura, Leite citou que o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) passou de um patamar anual de R$ 150 milhões em investimentos para até R$ 1,3 bilhão. “O que o estado investia em todo o estado por ano nas rodovias, hoje a gente tem investimentos da ordem de um bilhão, um bilhão e trezentos milhões de reais por ano pelo DAER”, relatou. Ele defendeu os programas de concessão como forma de viabilizar obras estruturantes, como as duplicações das rodovias entre Passo Fundo, Marau e Erechim. “Não tenho dúvida, não ter a rodovia é muito pior.”

Leite usou o exemplo da privatização da Corsan como forma de garantir investimentos que o estado não conseguiria realizar sozinho. “A Corsan pública no melhor ano de investimentos dela fez 400 milhões de reais. A empresa privada já faz esses investimentos na ordem de 1 bilhão e meio”, disse. Ao somar todas as privatizações e concessões realizadas, o governador afirmou que os investimentos contratados chegam a R$ 46 bilhões nos próximos anos.

Na área fiscal, o governador chamou atenção para os desafios estruturais enfrentados pelo estado. “O estoque da dívida do Estado com a União é de 100 bilhões de reais”, apontou. Ele também mencionou o passivo de precatórios, que chega a R$ 16 bilhões, e o déficit previdenciário, que foi reduzido de R$ 12 bilhões para R$ 9 bilhões após reformas. Segundo ele, essas medidas permitiram o pagamento em dia de servidores, fornecedores e medicamentos. “Mesmo que a gente tenha reorganizado a máquina, ainda temos uma situação estruturalmente desafiadora, e não é um governo que vai resolver isso, isso vai levar um tempo.”

Na área da saúde, Leite citou o pagamento de uma dívida de R$ 1 bilhão com hospitais e prefeituras. Em Passo Fundo, segundo ele, os investimentos estaduais somam R$ 47 milhões, com destaque para o Hospital de Clínicas, cujo custeio anual passou de R$ 3 milhões para R$ 13 milhões. Em educação, o estado ampliou o percentual de escolas de ensino médio em tempo integral de 1% para 27%, com meta de alcançar 50% até o próximo ano.

Durante o evento, o governador também destacou a criação da Invest RS, agência de promoção de investimentos com atuação no Brasil e no exterior. Segundo ele, a estrutura está disponível para apoiar municípios na captação de recursos e projetos de desenvolvimento.

Ao defender a continuidade das políticas públicas iniciadas nos últimos anos, Leite utilizou a metáfora do tempo. “Vamos olhar a fotografia e ver os problemas que a gente tem ou vamos olhar o filme e entender a jornada que a gente tá percorrendo onde nós estávamos e onde nós estamos agora, pra conseguir projetar para onde nós vamos.”

Ele finalizou com um apelo para que futuros governos mantenham as ações em andamento. “A construção é muito mais difícil do que a destruição. Leva muito mais tempo para construir o edifício dos 40 andares que está sendo construído aqui do que para demolir.”