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Polícia

Golpistas que vendiam falsos consórcios tem habeas corpus negados e foram transferidos de presídio

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Os 12 estelionatários que foram presos na Operação Consortium II, deflagrada pela Polícia Civil de São Francisco de Assis, permanecem presos. A reportagem policial da Rádio Uirapuru apurou que todos entraram com pedido de habeas corpus para responder em liberdade, porém a justiça negou. Além disso, todos foram transferidos nesta segunda-feira (15) para o presídio Estadual de São Francisco de Assis, uma vez que, a operação e os crimes investigados tiveram origem no município. Desse modo, a justiça solicitou que eles fiquem presos na região onde o processo está em andamento.

Após a operação ser deflagrada e a Rádio Uirapuru divulgar os nomes dos golpistas, centenas de novas vítimas procuraram a polícia, ampliando o tamanho do golpe e a quantidade de pessoas lesadas. A orientação é que quem foi vítima da quadrilha, procure a delegacia, registrem o Boletim de Ocorrências e solicite que o BO seja compartilhado com a Delegacia de São Francisco de Assis para que seja remetido ao mesmo processo.

Policiais militares envolvidos no esquema estão em liberdade

Os três policiais militares detidos na semana passada durante a operação Consortium II, deflagrada pela Polícia Civil de São Francisco de Assis, foram liberados na noite de segunda-feira (08). Eles estavam recolhidos no presídio militar de Porto Alegre e se apresentaram na manhã de terça-feira (09) no quartel do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMOM), em Passo Fundo.

Apesar da liberação, os três seguem afastados de suas funções. Um deles já tinha processo de exclusão da Brigada Militar em andamento; o segundo militar também estava afastado anteriormente; e o terceiro, que seguia na ativa, foi afastado após o desencadeamento da operação.

Conforme a investigação, os policiais teriam atuado como escolta da organização criminosa responsável por aplicar o golpe do falso consórcio em diversos estados brasileiros. Uma imagem obtida pela reportagem da Rádio Uirapuru mostra dois golpistas sendo transportados em uma viatura da Brigada Militar conduzida pelos próprios policiais investigados.

Agora, os três responderão ao inquérito em liberdade, mas precisam cumprir uma série de determinações impostas pelo comando da Brigada Militar. Eles devem se apresentar com frequência no quartel do 3º RPMOM e permanecem sem farda, sem arma e sem diversos benefícios previstos para militares ativos.