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Segurança

Golpe dos nudes e cartão clonado são os mais frequentes em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Golpe dos nudes e cartão clonado são os mais frequentes em Passo Fundo
Golpe dos nudes e cartão clonado são os mais frequentes em Passo Fundo

De acordo com informações da Polícia Civil, a cada oito minutos, um golpe foi aplicado no RS em 2020. Enquanto a maioria dos indicadores estão em queda no Estado, os estelionatos seguem em alta. No comparativo com 2019, os casos comunicados à polícia mais do que dobraram, com acréscimo de 120%.

Conforme o titular da 2ª DP de Passo Fundo, delegado Venícius Demartini, os registros de estelionatos também cresceram na cidade em relação a 2019. Entretanto, como são duas delegacias que registram as ocorrências de estelionato, ainda não se tem dados precisos de quanto foi esse aumento.

De acordo com o delegado, os criminosos estão sempre inovando nos golpes. Quando um tipo de trapaça está conhecido, eles mudam a estratégia ou começam outro.

Conforme Demartini, um dos fatores que pode ter contribuído para o aumento dos registros, foi a pandemia. As pessoas ficaram mais tempo em casa e na internet, facilitando o contato dos criminosos. Ficou mais fácil para os golpistas ligar para os telefones e encontrar as vítimas em casa.

Um dos principais golpes aplicados no ano passado, o do cartão clonado, acontece por telefone. Os criminosos ligam e se passam por funcionários de agências bancárias. Eles relatam que o cartão foi clonado e diversas compras foram realizadas, por isso um motoboy irá até a residência da vítima para pegar o cartão e a senha, evitando assim deslocamento até o banco. De posse do cartão e da senha, os criminosos realizam compras e saques.

Outro golpe bastante registrado, conforme o delegado, foi o dos nudes. Esse consiste em um criminoso que entra em contato com a vítima e começa a trocar fotos íntimas. Após a troca das imagens, os golpistas iniciam as chantagens e pedem dinheiro para não divulgar as fotos e expor a vítima.

De acordo com o delegado Demartini, é necessário que as pessoas sempre desconfiem de mensagens de pessoas desconhecidas e nunca entreguem documentos, cartões ou senhas para ninguém.