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Geral

Geólogo explica que maioria dos meteoros queima e explode muito antes de chegar próximo do solo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na noite de quinta-feira (06) um clarão no céu chamou a atenção de moradores de várias cidades do Rio Grande do Sul. Conforme a Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), o fenômeno visto em várias localidades se trata de um meteoro e teria ocorrido no Oeste do Estado.

O fragmento de rocha espacial, pesando entre 7 e 12 Kg, teria surgido a cerca de 57 Km de altitude próximo à cidade argentina de 25 de Mayo. Durante 13,5 segundos, ele viajou a uma velocidade média de 13,64 Kms (49,1 mil Kmh) até atingir a altitude de 27 Km, ao norte da cidade gaúcha de Jari.

Falando na Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni explicou que o fragmento é luminoso porque ao entrar na atmosfera, no atrito com o ar, pega fogo e normalmente se extingue antes de atingir a superfície da Terra. Inclusive, essa é a diferença entre meteoro e meteorito. Enquanto o meteoro se evapora, o meteorito sobrevive à viagem e bate na superfície, causando danos. O estrondo ouvido é por conta da alta velocidade e temperatura do objeto, que aquece o ar no momento da explosão final e o deslocamento de ar causa o forte barulho. Fragomeni destacou que os meteoritos não são fenômenos raros, somente em 2019 foram mais de 170 fenômenos registrados pela Bramon.

A UFGRS, em Porto Alegre, conta com um centro de estudos de meteoritos. O geólogo disse que a Nasa também mantém o monitoramento dos corpos com mais de 10 metros de diâmetro por causa dos estragos que eles poderiam causar se caíssem na Terra.

Confira o momento: