Geólogo de Passo Fundo destaca que tragédias como a do RJ podem ser evitadas se o Código Ambiental for respeitado
O município de Petrópolis na região serrana do Rio de janeiro, sofre com os fortes temporais registrados nos últimos dias, e que resultaram em diversos deslizamentos de terra e contabiliza, até o momento, mais de 66 mortes de moradores que residiam nas encostas, em casas destruídas pela tempestade. Além disso, as autoridades locais trabalham para encontrar inúmeros desaparecidos e realojar os cidadãos que perderam tudo.
Falando na Uirapuru, o geólogo passo-fundense que é proprietário da GEMA – Geologia de Engenharia e Meio Ambiente, Luiz Paulo Fragomeni, afirmou que os fenômenos de deslizamentos que aconteceram naquela área devem ser tratados como desastres naturais.
Conforme Luiz Paulo, existem muitos episódios que são provocados pelo homem e por descuido com o meio ambiente e interferência direta, porém, o que está acontecendo na cidade de Petrópolis é um desastre natural que foge do controle das pessoas. Em apenas algumas horas foram registrados mais de 200 mm de chuva, o que ocasionou os deslizamentos de terra nas encostas, afetando principalmente as pessoas de baixa renda que, por não terem onde morar, acabam fixando residência em áreas que podem ser de risco, como nas encostas.
A terra que deslizou é um local distante, barato, insalubre e inadequado. O geólogo destaca que, em nosso país, se as pessoas respeitassem o código florestal que recomenda não realizar construções em locais como encostas, 90% dessas tragédias e desastres seriam evitados.
Em Petrópolis, esse evento é recorrente e muito grave, e essa situação se repete sempre naquele local e acontece desde 2011. Estima-se que somente na região de Petrópolis/RJ, mais de 90 mil pessoas moram em locais de encosta, inapropriados para a construção de habitações.