Geddel é preso em Salvador e está sendo levado para Brasília
Por volta das 13h20, desta sexta-feira (8), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deixou o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, com destino a Brasília. A ação foi comandada pela Polícia Federal (PF), que usou um jatinho no transporte.
Geddel foi preso preventivamente por volta das 7h desta sexta, três dias após a Polícia Federal ter encontrado R$ 51 milhões em um apartamento, que seria utilizado por ele. A prisão faz parte da nova fase da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na Caixa Econômica Federal.
O político já cumpria prisão domiciliar, mas diante do último fato a PF solicitou que ele retornasse para cadeia, devido o risco de destruição de provas.
Ainda, foram encontradas impressões digitais de Geddel nas notas encontradas no apartamento.
Operação Cui Bono
As investigações da Cui Bono apontam que o peemedebista, valendo-se de seu cargo na Caixa, “agia internamente, de forma orquestrada”, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua diretoria e fornecia informações privilegiadas para os outros integrantes “da quadrilha que integrava”, entre eles o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A assessoria do MPF informou ainda que a nova fase da Cui Bono busca apreender provas de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além de Geddel, a PF também prendeu o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz ligado ao ex-ministro. Investigadores dizem que Gustavo Ferraz já foi indicado por Geddel para buscar, em 2012, valores ilícitos remetidos por Altair Alves, emissário de Eduardo Cunha.
O juiz federal de Brasília também expediu outros três mandados de busca e apreensão, todos na capital baiana. A Justiça autorizou as buscas alegando que a PF suspeita que ainda exista mais dinheiro de origem ilícita escondido pelo ex-ministro.
Os mandados de busca foram cumpridos no apartamento de Geddel e também nas residências de Gustavo Ferraz e da mãe dele.
*G1