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Agronegócios

Francisco Turra reconhece falta de incentivos nas lavouras gaúchas para o plantio do milho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Depois de um forte aumento em julho nos preços de produtos básicos como milho, feijão e arroz, devido à redução da safra este ano, vem aí uma alta nas carnes de todos os tipos e reajustes ainda mais fortes no preço do leite.

 

A previsão é do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que atribuiu o aumento a quebra de safra que afetou a produção de grãos, usados largamente como ração animal. O ministro afirmou que o consumidor final não vai escapar do repasse no valor desses produtos e citou o valor do milho como maior afetado.

 

Em entrevista na Uirapuru, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, destacou que a alta no preço do milho nos primeiros meses de 2016 chegou a 110%, em algumas regiões do país. Para Turra a falta de chuva na região Centro Oeste comprometeu a segunda safra e ocasionou a alta. Conforme ele,  em alguns locais o preço da saca de milho praticamente dobrou.

 

Com muitos produtores trocando o cultivo do milho pelo soja, a estiagem e boa parte da produção comprometida para a exportação, o preço do produto disparou no Brasil. Turra acredita que o momento  ruim é passageiro, como já aconteceu em outras oportunidades e o mercado deve se estabilizar novamente.Para ele, muito da atual situação se deve aos governos terem deixado a agricultura gaúcha de lado, o que causou a alta dos preços.

 

Para Turra, o Estado deveria ter intervido antes na produção de milho, já que hoje a produção é concentrada na parte central do Brasil, recebendo investimentos e atenção especial da indústria