Fofoca: um hábito potencializado pelas redes sociais afirmam especialistas
Nesta terça-feira, dia 18, o tema do programa “Emoção e Afeto, Comportamento”, foi “A Sedução da Fofoca”. Os psiquiatras Carlos e Érico Hecktheuer falaram das origens da fofoca, desde os primórdios da humanidade até os dias de hoje, onde o hábito foi potencializado pelo advento da internet e das redes sociais.
Dr. Carlos explica que a fofoca é aquele tipo de comentário que nunca acontece na presença de quem se fala. Quase sempre as observações feitas nesta conversa se dão em tom de maldade e exageros, sobre uma verdade distorcida, a qual, as pessoas se julgam capazes de dar soluções para a vida de outros. Para Dr. Carlos, uma forma de externar o que se passa, muitas vezes, com a própria pessoa.
Ela se espalha rapidamente entre as pessoas dentro do ambiente de trabalho, relacionamentos. Da mesma maneira que a lenha é combustível para o fogo, aquele que dá ouvidos aos mexericos alimenta uma tendência que pode provocar as discórdias entre aqueles com quem até pouco tempo conviviam.
E com as redes sociais, os casos podem se tornar mais graves, com fatos e fotos intimas sendo revelados a um número incalculável de observadores. Algumas pessoas, não contentes em falar da vida dos outros, ainda se comprometem em divulgar a notícia, segundo as suas próprias deduções, o que pode ser muito perigoso, conforme frisa Dr. Érico. Por isso ele sugere pensar muito antes de passar a fofoca adiante.