Fim de ano provoca balanços e elaboração de novos propósitos, afirma psicólogo
Em cinco dias, inicia um novo ano. Uma nova oportunidade para trabalhar em busca de sonhos e de metas. Porém, antes disso, é comum repensar sobre o que passou, sobre quais eram os objetivos no início desse ano e o que se concretizou.
Para algumas pessoas, o momento é de planejar metas para o ano vindouro, o que, para o psicólogo Francisco Carlos dos Santos Filho, professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), requer alguma atenção. Segundo ele, o ato de traçar metas, em si, não faz nem bem, nem mal. A questão reside muito mais no modo de lidar com esses propósitos.
O psicólogo explica que a perspectiva de findar um ciclo, que é o que acontece quando finalizamos mais um ano, sugere essa ideia de balanço, de revisão daquilo que foi e do que não foi realizado. Da mesma forma, traçamos nossos projetos a respeito de tudo que queremos realizar no próximo ano. Porém, é errado achar que tudo vai mudar na vida de uma pessoa porque o ano mudou. Ninguém se transforma porque estabelece metas. Conforme o psicólogo, pensar assim é uma ilusão e uma superficialidade.
Segundo ele, quando iniciamos um ano, levamos junto para dentro dele a nós mesmos, com todas as nossas dificuldades e talentos. O professor lembra que nada muda em uma pessoa em razão de uma mudança exterior, seja ela de ano, de escola, de trabalho, de cidade ou de casa. Portanto, devemos ter claro que esta época evoca balanços e novos propósitos, simboliza uma renovação, mas aquele que amanhece no dia 1º de janeiro é a mesma pessoa que dormiu no último dia do ano velho.