Fim da checagem pela META poderá ocasionar bloqueios judiciais de redes, avalia jurista
A internet foi uma das mais importantes revoluções sociais das últimas décadas, tornando-se a principal forma de comunicação global. No entanto, nem sempre quem produz as notícias é um órgão responsável e comprometido com a verdade, o que fez com que fatos falsos ganhassem força nas redes, criando uma série de problemas. Com o avanço da inteligência artificial, golpes e notícias falsas se espalharam ainda mais, gerando preocupações sobre os impactos desse fenômeno.
Recentemente, um anúncio feito pela Meta, dona do Facebook, gerou apreensão entre as autoridades brasileiras. A empresa comunicou que irá retirar o sistema de verificação de fatos das publicações, começando pelos Estados Unidos e posteriormente se estendendo ao Brasil. O anúncio foi feito pelo próprio presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, que justificou a medida alegando que os verificadores têm sido “muito tendenciosos politicamente e destruíram mais confiança do que criaram”.
O advogado Dr. Augusto Fragomeni Olivaes comentou sobre o assunto em entrevista à Uirapuru. De acordo com ele, até o momento, uma agência internacional de verificação de notícias estava por trás desse trabalho, contando com equipes especializadas e o uso de inteligência artificial para garantir a veracidade das informações.
Dr. Augusto afirmou que, com o fim dessa verificação, não apenas as notícias falsas podem proliferar, mas também pode haver um aumento no incentivo a crimes. O jurista avaliou que essa medida pode levar a um grande aumento de judicialização, com possíveis violações de privacidade e outros crimes. Em sua opinião, essa situação poderá resultar em bloqueios de redes sociais por meio de decisões judiciais, agravando ainda mais o problema.