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Política

Filiados do PT elegem novo diretório em Passo Fundo com foco em reorganização partidária

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Passo Fundo realizou, neste sábado (6), o processo de eleições diretas internas para definir os representantes nos níveis municipal, estadual e nacional. A votação ocorreu na Câmara de Vereadores e seguiu o modelo unificado adotado pelo partido em todo o Brasil. Além da escolha do novo presidente municipal, os filiados também votaram para os diretórios e presidências estadual e nacional.

O atual presidente do PT em Passo Fundo, Áureo Mesquita, que esteve à frente da sigla desde 2019, afirmou que a etapa marca a transição de direção após seis anos. Ele destacou que, durante esse período, o partido recuperou espaço no cenário político local. Segundo Mesquita, quando assumiu o comando, o partido não tinha representação na Câmara de Vereadores. A eleição da vereadora Valéria em 2020 e, posteriormente, a reeleição dela e a eleição da vereadora Marina Bernardes em 2024, representaram, segundo ele, um avanço na presença institucional do PT no município.

Mesquita acrescentou que o processo de escolha das novas lideranças foi resultado de um consenso entre as correntes internas do partido, o que permitiu a inscrição de apenas uma candidatura à presidência municipal. Ele explicou que os filiados participaram da votação em quatro níveis e que o diretório municipal será composto proporcionalmente às seis chapas que concorreram. O presidente também projetou que cerca de 400 filiados compareceriam à urna e informou que o PT em Passo Fundo possui cerca de 2.400 filiados registrados, com uma base ativa estimada entre 400 e 600 pessoas.

Sobre a atuação política no município, Mesquita avaliou que os mandatos das duas vereadoras têm sido ativos em debates relevantes, como os relacionados à Corsan, ao transporte público e à atuação do Executivo municipal. Ele afirmou que a nova direção deverá organizar o partido para propor políticas públicas voltadas a ampliar o acesso da população aos serviços e oportunidades, considerando que há desigualdade no alcance dessas políticas.

Em relação ao cenário nacional, Mesquita projetou uma eleição polarizada em 2026, mas afirmou estar otimista com a possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou que, apesar de prever uma disputa intensa, espera um processo eleitoral com menos tensões do que o registrado em 2022.

O candidato à presidência municipal do PT em chapa única, Adelar Aguiar, afirmou que o processo interno tem papel estratégico na reorganização do partido para o próximo período. Segundo ele, a eleição tem como objetivo preparar a sigla para enfrentar os desafios políticos de 2026, incluindo a disputa pela reeleição de Lula, e também mirar nas eleições municipais de 2028, quando o PT pretende apresentar candidatura à Prefeitura de Passo Fundo.

Aguiar enfatizou que, embora concorra sozinho à presidência, o diretório será formado de maneira proporcional, com representação das seis chapas inscritas. Ele defendeu que o primeiro ano da nova gestão será dedicado à reestruturação do partido, com foco na reaproximação com a militância de base, especialmente nos bairros da cidade.

Ele também avaliou que a polarização política no país decorre da disputa entre projetos distintos e afirmou que o PT deverá ampliar o diálogo com outros setores para a construção de uma proposta política mais abrangente. Para isso, defendeu a inclusão de novos atores e a formação de alianças que fortaleçam o campo democrático e popular.

Durante a votação, que ocorreu das 9h às 17h sem interrupção, a orientação da nova direção foi de mobilizar os filiados e estimular a participação ativa nas decisões do partido. Aguiar declarou que o fortalecimento da base partidária será determinante para os próximos ciclos eleitorais e que o processo iniciado agora é o primeiro passo nessa direção.